Compensação de carbono: Greenline avança no mercado de compensação com metodologia inédita

Em 18 meses, empresa gerou em torno de 150 milhões de unidades em crédito de carbono nos mais de 100 projetos atuantes em território brasileiro, tornando-se líder mundial na geração de créditos de carbono de natureza.

A União Europeia propôs no início do mês de julho a sua meta climática para 2040, permitindo, pela primeira vez, que os países europeus usem créditos de carbono brasileiro. Essa medida está alinhada ao PL nº 15.042/2014, que rege o mercado de carbono no Brasil. A lei regulamenta o formato de compensação de emissão de gases de empresas e países por meio da compra de créditos vinculados a iniciativas de preservação ambiental.

Este ano, a McKinsey Consultoria estimou que a demanda por créditos de carbono aumente até 15 vezes até 2030. Este mercado movimentou cerca de US$ 1 bilhão em 2021  e deve chegar a US$ 50 bilhões até a próxima década. Isso aumenta a expectativa de reflorestamento ou de redução do desmatamento por parte de iniciativas privadas e públicas, em diversos países.

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Pensando no crédito de carbono como um ativo em grande e rápida expansão, devido à emergência das exigências das regulações em torno das compensações, a Greenline desenvolveu um método exclusivo para compensar CO₂ a partir do cálculo do carbono líquido de matas nativas e áreas de preservação ambiental plenamente verificadas para isso.

A metodologia utilizada pela empresa é considerada inovadora por monitorar a evolução da vegetação encontrada nos biomas terrestres, sendo certificada pela Bureau Veritas – a mais antiga empresa credenciadora do mundo. “Nós usamos dados disponibilizados pelos satélites das agências espaciais americana (NASA), europeia (ESA) e outras. O que nos permite atingir um patamar de assertividade próximo de 100%”, explica o fundador da Greenline, Lucio Lopez.

Cenário

Até a data de homologação da Lei 15.042, que cria o setor e o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE), os dois principais métodos utilizados para a certificação de Crédito de Carbono eram o Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal, mais conservação, manejo sustentável e aumento de estoques de carbono (REDD+) e o Gold Standard.

Ambas metodologias dependem de mão de obra em áreas de risco, o que é considerado subjetivo e questionável. “Com os dados recolhidos a partir dos satélites das maiores agências espaciais do mundo, nós garantimos uma precisão de 99,95% na mensuração dos volumes de sequestro de carbono, além de permitir avaliar índices de análise vegetal e ter acesso ao desenvolvimento das árvores nas florestas sem a intervenção humana. Isso diferencia a Greenline de outros players, que possuem métodos que já foram questionados e encarados como greenwashing“, comenta o CEO, Erick Mussi.

Metodologia da Greenline

Desde a sua fundação, a Greenline desenvolveu a sua própria metodologia: a GREENLINE/GREENSAT. O projeto levou cinco anos em sua produção e mais um ano em análise pela Bureau Veritas, que validou globalmente a nova Metodologia de Mensuração de Sequestro de Dióxido de Carbono para fins de originação de Créditos de Carbono.

Esse método auxilia a garantir o Selo Verde, certificação que reconhece empresas e produtos que adotam práticas sustentáveis, com foco em minimizar o impacto ambiental e promover a responsabilidade social. 

Para isso, as vegetações existentes na área de interesse são monitoradas e têm seus dados coletados por satélites provenientes desse território. Os dados são compilados em  equações que formam  mais de 200  índices de análise  vegetal categorizados (clorofila, pigmentos, umidade, biomassa, etc.)  e analisados por Inteligência Artificial (IA), apresentando uma eficácia de 99,95% e evitando a possibilidade de fraudes e créditos fantasmas. “Nós recolhemos os dados disponibilizados desde 2014 via satélite. Com eles em mãos e ferramentas de IA, realizam-se os cálculos e forma-se o resultado aplicado da metodologia”, conta Lopez.

A GREENSAT visa preservar integralmente os biomas analisados, além de desestimular qualquer tipo de atividade comercial em áreas de  florestas nativas e assim evitar o desmatamento. O modelo fornece fonte de recompensa em ativos aos proprietários das terras com áreas de vegetação, seja pessoa física ou jurídica, por meio da venda dos créditos de carbono. 

Entre os diferenciais do método proposto pela empresa está a capacidade de mensurar a quantidade de CO₂ retida em toda a área analisada sem a necessidade da presença humana no local, com até 11 anos de retroatividade. “Como os satélites disponibilizam os dados a partir de 2014, nossa metodologia permite usar esses bancos de dados e retroagir nesse tempo, potencializando o retorno financeiro do projeto em até 11 vezes a mais do que outras metodologias encontradas no mercado atual”, explica o CEO.

Para efeitos de comparação, enquanto a área mínima para análise dentro dos critérios da REDD+ é de 15 mil hectares — aproximadamente 800 estádios do Maracanã — o método GREENSAT pode realizar a metrificação de áreas a partir de 100 hectares, menos de um Maracanã. Isso acontece devido ao georreferenciamento facilitado da área, processo ágil que evita a necessidade de inventários florestais, uma vantagem considerada estratégica em florestas e áreas de difícil acesso logístico. 

Atuando de forma ativa no Brasil e no exterior há aproximadamente 18 meses, a empresa já gerou mais de R$ 13,75 bilhões para os projetos de seus clientes em ativos baseados em crédito de carbono. “A B4 é uma bolsa privada de comercialização de nossos ativos verdes em que qualquer pessoa física ou jurídica pode ingressar e  fazer sua compensação de emissões. Com a anuência desse mercado de capitais, nós já entregamos 6,5 milhões de créditos de carbono para clientes e investidores do meio privado e público”, informa Lopez. Fora do Brasil, a Greenline também já negocia seus ativos verdes em países da América Latina, Europa e Ásia.

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