Irani fecha 2025 com crescimento de 8,4% em receita e 11,4% em EBITDA Ajustado

Companhia teve avanços consistentes a partir da estratégia de priorização de rentabilidade, eficiência operacional e disciplina financeira

A Irani Papel e Embalagem S.A. (RANI3) encerrou 2025 com receita líquida de R$ 1,7 bilhão, alta de 8,4% em relação a 2024. No quarto trimestre de 2025, a receita foi de R$ 416,0 milhões, que representa crescimento de 2,0% frente ao mesmo período do ano anterior.

O EBITDA Ajustado (Operação Continuada) alcançou R$ 539,0 milhões em 2025, avanço de 11,4% frente a 2024, com margem de 32,0% (+0,9 p.p.). No 4T25, atingiu R$ 129,0 milhões, 8,7% de crescimento em comparação ao 4T24, com margem de 31,0% (+1,9 p.p.). 

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“A evolução de receita e do EBITDA, acompanhada de expansão de margens em 2025, mostra a capacidade da Irani de capturar valor com eficiência e disciplina. É um resultado que reforça a solidez do nosso modelo de negócios e a consistência na geração de valor sustentável”, afirma o diretor de Administração, Finanças e RI da Irani, André Camargo de Carvalho.

O lucro líquido de R$ 242,1 milhões em 2025 (-20,5% em comparação a 2024), assim como o de R$ 38,0 milhões no 4T25 (-79,6% em relação ao 4T24), refletem principalmente, segundo o executivo, a ausência do efeito não recorrente registrado no 4T24, um crédito tributário líquido de R$ 168,2 milhões, que elevou a base comparativa daquele período. “Por isso, apesar da queda no lucro líquido reportado, no conceito recorrente e sem ativos biológicos o lucro líquido evoluiu de R$ 76,7 milhões em 2024 para R$ 126,5 milhões em 2025, alta de 64,9%, evidenciando a melhora do resultado operacional ao longo do ano”, explica Carvalho.

Geração de caixa e Retorno sobre o capital

A rentabilidade do Fluxo de Caixa Livre (Free Cash Flow Yield) foi um dos principais destaques de 2025: 21,5%, avanço de 9,8 p.p. em relação a 2024. O indicador, que reflete a capacidade da Companhia de transformar resultado em caixa, se deve ao Fluxo de Caixa Livre Ajustado de R$ 387,1 milhões, crescimento de 62,8% em relação a 2024.

“Esse desempenho em caixa se refletiu também na evolução do ROIC (retorno sobre o capital investido), que atingiu 13,3% em 2025 (+2,5 p.p. em relação a 2024), e marcou a primeira evolução anual positiva após a conclusão dos principais projetos da Plataforma Gaia”, afirma o diretor, apontando o resultado como evidência da captura gradual dos retornos dos investimentos e da solidez de um modelo de negócios alinhado à economia circular e de baixo carbono, com geração de valor consistente acima do custo de capital.

A Irani encerrou 2025 com posição de caixa de R$ 839,8 milhões e redução da alavancagem, com Dívida Líquida/EBITDA Ajustado de 1,99x, abaixo dos 2,26x registrados em 2024 e em linha com o limite de até 2,5x estabelecido na política de gestão financeira da Companhia.

Dividendos

Em 2025, a Irani distribuiu R$ 0,73 por ação em dividendos, equivalente a um dividend yield de 10,8%. Desde o Re-IPO, em 2020, a Companhia já pagou R$ 3,16 por ação em dividendos, o que representa um yield acumulado de 70,2%.

Plataforma Gaia e Sustentabilidade 

Em linha com seu modelo de negócios sustentável e o acesso a instrumentos de financiamento verde, a Irani concluiu, em outubro de 2025, a 6ª Emissão de Debêntures Verdes, no montante de R$ 120,0 milhões e prazo total de 15 anos. Os recursos foram destinados ao Projeto Gaia V – Repotenciação São Luiz, uma pequena central hidrelétrica em Ponte Serrada (SC), próxima à principal unidade de papel e embalagens da Companhia, em Vargem Bonita (SC). O projeto busca ampliar capacidade, melhorar eficiência e fortalecer a sustentabilidade do suprimento de energia renovável da fábrica, contribuindo para a geração de valor econômico e para o Compromisso ESG Ciclo 2030 de autossuficiência em geração de energia renovável.

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Thais Negri Santi

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