Partindo do tema central do ABTCP 2025 – 57.º Congresso Internacional de Celulose e Papel, Pessoas e Biocombustíveis: construindo o futuro sustentável da indústria de base florestal com energias renováveis, lideranças e especialistas do setor de árvores cultivadas apresentaram ao público presente as tendências que vêm impulsionando transformações em curto, médio e longo prazos.
Flavio Hirotaka Mine, especialista pleno de Engenharia da Confiabilidade da CENIBRA, destacou-se como um dos keynotes da programação, apresentando-se na Sessão Técnica de Indústria 5.0. A apresentação abordou a evolução da maturidade digital das empresas do setor de celulose e papel, com foco na transição da Indústria 4.0 para a Indústria 5.0.
“Esse estudo foi baseado em uma pesquisa setorial conduzida pela ABTCP, em 2024, pela Comissão Técnica de Transformação Digital, que analisou oito dimensões segundo a metodologia de maturidade da ACATECH, evidenciando a evolução do setor entre 2017 e 2024”, contextualizou.
Os resultados mostraram que, em 2017, o setor estava no estágio de Visibilidade (nível 3) e avançou para Transparência (nível 4,6) em 2024, com projeção para atingir Capacidade Preditiva (nível 5) até 2030. “Essa evolução confirma que novas tecnologias, quando aliadas às pessoas e integradas ao planejamento estratégico, geram resultados sustentáveis”, frisou Mine.
Apesar dos avanços, a pesquisa apontou desafios importantes para elevar a maturidade digital: integração entre sistemas OT e IT, dificultada pela diversidade de soluções isoladas e legadas; resistência cultural à mudança, motivada por insegurança ou falta de conhecimento; escassez de profissionais com competências digitais; altos investimentos, cujo retorno nem sempre é imediato; exigências crescentes de cibersegurança; e ausência de uma estratégia clara e de planejamento de longo prazo, já que a transformação digital deve estar incorporada ao planejamento estratégico das organizações.
Mine destacou como as tecnologias emergentes estão sendo aplicadas de forma estratégica aos processos e às equipes, reforçando o papel da transformação digital na construção de um futuro mais competitivo e sustentável. “Essa abordagem conecta diretamente os pilares do evento, pessoas e biocombustíveis, mostrando como a inovação tecnológica, quando alinhada à capacitação humana e à gestão eficiente, fortalece a competitividade e a sustentabilidade do setor”, ressaltou.



