Klabin Lança Sacaria De Papel Para O Mercado De Café

Em janeiro último, a Klabin apresentou uma novidade ao mercado de café: sacos de papel que trazem vantagens competitivas em relação aos de juta, tradicionalmente usados pelos produtores do grão. Fabricada com papel extensível de alta resistência, a nova embalagem tem capacidade para 30 kg, além de outros diferenciais, como proteção à luminosidade. Hermético, o novo saco conta ainda com o sistema Easy Open, que facilita a abertura e a armazenagem pelo cliente final, preservando o produto por mais tempo e de forma adequada. “Focamos no desenvolvimento de um saco de papel com alta resistência, segurança e qualidade, capaz de agregar valor ao produto ensacado”, comenta Douglas Dalmasi, diretor de Sacos Industriais da Klabin, sobre a iniciativa.

O projeto de desenvolvimento da embalagem inovadora desenrolou-se a partir de um convênio firmado entre a empresa, a Universidade Federal de Lavras (UFLA), a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), a Agência Brasileira de Promoções de Exportações e Investimentos (Apex Brasil) e a Videplast Indústria de Embalagens. Coordenada pelo professor Flávio Meira Borém, do Departamento de Engenharia da UFLA, a pesquisa, intitulada Desenvolvimento de Embalagens e Métodos de Armazenamento para Cafés Especiais, segue analisando as características de cafés especiais durante todo o processo de fabricação, desde o ensacamento, passando pelo período de estocagem, pela etapa de exportação e de armazenamento, até o consumo no país de destino. “O estudo ainda está em fase de finalização, mas os resultados dos testes já mostram que a embalagem para café da Klabin preserva as características originais do produto por mais tempo”, afirma Dalmasi sobre o saco de papel, que já vem sendo comercializado no mercado nacional.

Na Entrevista a seguir, ele discorre sobre o processo de desenvolvimento que levou à inovação, aborda os desafios comerciais de entrar em um novo nicho e ressalta os benefícios proporcionados pela embalagem verde aos produtores de café.


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Caroline Martin
Jornalista com 17 anos de experiência, sendo 6 deles em redação e 11 como freelancer. Formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo, teve o seu desenvolvimento profissional focado em redação e edição de conteúdos para editorias variadas de veículos impressos e online. O contato com a indústria de celulose e papel teve início em 2010, quando começou a atuar como repórter da revista O Papel, publicação mensal da Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel (ABTCP), que hoje circula nas versões impressa e digital. Desde então, produz reportagens técnicas relacionadas à cadeia produtiva do setor, incluindo análises de mercado, inovações tecnológicas e perfis profissionais. Em 2015, foi vencedora do Prêmio Especialistas — Categoria Papel e Celulose, promovido pela revista Negócios da Comunicação.

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