Lucro da Klabin salta 86% e atinge R$ 585 milhões no 2T25

Receita líquida da Klabin foi de R$ 5,3 bilhões, 6% superior ao mesmo período do ano anterior e companhia anuncia R$ 306 mi em dividendos

A Klabin anunciou hoje (5), os resultados da companhia para o seu segundo trimestre de 2025. No período, a companhia Klabin registrou uma receita líquida de R$ 5,3 bilhões, valor 6% superior ao mesmo período do ano anterior. O EBITDA Ajustado totalizou R$ 2,0 bilhões, estável em relação ao 2T24, com margem EBITDA de 39%. Destaque para o lucro líquido da companhia que foi de R$ 585 milhões, um crescimento expressivo de 86% frente ao 2T24.

O volume total de vendas (excluindo madeira) foi de 1.011 mil toneladas, 2% acima do ano anterior. No segmento de celulose, as vendas alcançaram 395 mil toneladas, alta de 6% na comparação anual, sustentadas pela estabilidade na demanda por fibras e pelo bom desempenho nos volumes contratados. Apesar disso, os preços internacionais apresentaram queda na China, com retrações de 6% para fibra longa e 3% para curta, segundo o índice FOEX. Na Europa, os preços subiram em média 5% (fibra longa) e 10% (fibra curta), influenciando positivamente o preço médio da Klabin, que cresceu 4% em dólar, graças à diversificação geográfica de receitas. Fibras longas e fluff representaram 29% do volume vendido e 42% da receita do trimestre, com spreads atrativos.

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Em papéis, o volume total vendido foi de 345 mil toneladas, retração de 3% em relação ao 2T24. A queda no papel-cartão (-6%) foi parcialmente compensada pela expansão de kraftliner (+3%), em linha com a estratégia de ajuste do mix e ampliação da atuação no exterior. Mesmo com a queda no volume, os preços líquidos subiram 8% no período, impulsionados pela valorização do dólar e reajustes em kraftliner, o que resultou em aumento de 5% na receita líquida do segmento.

O negócio de embalagens teve desempenho positivo: o volume de expedição de papelão ondulado cresceu 6% (em m²), totalizando 430 milhões de m², enquanto o mercado nacional, segundo a Empapel, teve retração de 0,7%. O desempenho foi puxado por vendas para setores exportadores, como frutas e proteínas, além da entrada em operação da nova unidade de Piracicaba II (Projeto Figueira). O segmento de sacos industriais também teve alta de 2% nas vendas, com destaque para os setores de sementes, químicos e argamassa no mercado interno.

Na produção, a Klabin atingiu 1.107 mil toneladas no 2T25, 16 mil toneladas a mais do que no ano anterior. A produção de papel-cartão cresceu 7%, impulsionada pelo ramp-up da MP28, com avanço de 20% na produção. Já a produção de containerboard se manteve estável, impactada por parada geral de manutenção em Otacílio Costa (SC). Em resposta à dinâmica de mercado, a empresa optou por hibernar, em julho, a máquina de papel reciclado MP29 em Paulínia, reforçando sua estratégia de alocar produção com foco em rentabilidade.

O custo caixa total por tonelada, mesmo considerando as paradas de manutenção, foi de R$ 3.178/t, aumento de 10% em relação ao 2T24, mas queda de 5% frente ao 1T25. A alavancagem, medida pela relação dívida líquida/EBITDA Ajustado em dólar, ficou em 3,9x, estável frente ao trimestre anterior e dentro da política financeira da empresa.

No acumulado dos últimos 12 meses, o Fluxo de Caixa Livre Ajustado atingiu R$ 3,2 bilhões, equivalente a um yield de 12,6%, alta de 1,9 ponto percentual frente ao mesmo período de 2024. O retorno sobre o capital investido (ROIC) chegou a 10,6%, com avanço de 0,3 ponto percentual em 12 meses.

A Klabin destacou no documento que os resultados reforçam sua capacidade de manter disciplina operacional e financeira em um cenário desafiador, sustentando sua geração de valor com foco em eficiência, sustentabilidade e execução consistente da estratégia corporativa.

Dividendos:

Conforme Aviso aos Acionistas divulgado em 05 de agosto de 2025, o Conselho de Administração da
Klabin aprovou o pagamento de dividendos no montante de R$ 306 milhões. O pagamento será
realizado no dia 19 de agosto de 2025 e as ações passarão a ser negociadas “ex-dividendos” a partir
de 11 de agosto de 2025.

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Thais Negri Santi

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