A 200 km de Curitiba (PR), Castro não é mais a mesma. Com cerca de 70 mil habitantes e PIB (Produto Interno Bruto) de R$ 1,28 bilhão, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a cidade passa por um processo de industrialização a partir da instalação da nova planta da Cargill, que será inaugurada no próximo dia 20. Esta é a primeira unidade da companhia no País com o conceito de biorrefinaria, planta que integra instalações, equipamentos e processos de conversão de biomassa, na produção de derivados refinados, com empresas instaladas ao seu redor. Foram investidos mais de R$ 500 milhões em todo o complexo.
“A implantação da Cargill em Castro é um divisor de águas na história do desenvolvimento do município, até então essencialmente agrícola”, avalia o prefeito Reinaldo Cardoso. “Sendo hoje o maior produtor rural do Paraná, Castro está se transformando em um município completo, que produz e industrializa”.
Com a nova planta, construída em um complexo industrial que vai abrigar, até 2020, outras quatro empresas, Castro já registra um aquecimento na economia — até então baseada na exploração mineral e agropecuária —, notada, em um primeiro momento, no comércio e na área de serviços. Já é possível observar também, conforme informa Marcos Bertolini, secretário de Gestão Pública e Planejamento do município, um aquecimento do mercado imobiliário local.
PIB
A expectativa do município é que a entrada do faturamento das empresas por conta do início das atividades neste ano se reflita, entre 2016 e 2017, no aumento do PIB da cidade. E com o aumento, informa Bertolini, há a perspectiva também da elevação no repasse proveniente do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), com recursos dos governos federal e estadual. “Isso significa, para a administração pública, um incremento de receita, que pode ser revertido para as áreas de saúde e educação, sem falar em outras áreas”, complementa. Até então, as receitas da cidade estavam muito ligadas à agropecuária, sobretudo à agricultura.
A chegada da Cargill, destaca Cardoso, serviu de estímulo para a instalação de outras empresas, como a Evonik, dos setores químico, energético e imobiliário, e a ampliação da rede de gás da Compagás, ligando Ponta Grossa a Castro. O prefeito ressalta que o desenvolvimento industrial e a expectativa de crescimento do município já estão gerando aumento nos investimentos da cidade; serão construídas mil unidades habitacionais por meio do programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal, cuja aplicação deve chegar a R$ 60 milhões. “Se a isso somarmos o investimento da Compagás, na ordem de R$ 80 milhões, são R$ 140 milhões que, de certa forma, estão relacionados à implantação da Cargill”.
Fonte: Cargill



