Nas plantas industriais produtoras de celulose e papel, os resíduos de processo recebem as denominações
técnicas de dregs, grits, além da lama de cal, licor negro e lodos orgânicos da estação de tratamento
de efluentes líquidos, entre outros. A destinação do resíduo que não é reaproveitado é mais complexa no caso do lodo proveniente do sistema de tratamento de efluentes, além de ser um dos maiores casos de geração de impacto ambiental.
As características deste resíduo variam de acordo com o tipo de papel produzido, tratamento químico empregado, além do processo pelo qual o lodo foi submetido. Lodos de papel produzidos a partir de celulose branqueada são compostos quase que exclusivamente de fibras de celulose, enquanto o lodo proveniente da reciclagem de aparas de papel contém uma boa parte de cinzas e componentes inorgânicos, além da parcela de celulose (Tesser, C. R. P., Produção de carvão ativado como solução ambiental para o lodo industrial oriundo de uma indústria de papel e celulose, UFSCAR, 2023; Imai, M. H., Aproveitamento energético de lodo de ETE de indústria de papel no município de Correia Pinto-SC, [UFSC], 2010).
Conforme o ilustre pesquisador Celso Foelkel afirma em seu trabalho técnico intitulado “Cap. 29 – As Biorrefinarias Integradas no Setor Brasileiro de Fabricação de Celulose e Papel”, Revisão 8, 2023, existem enormes expectativas de aproveitamento da biomassa e seus resíduos no âmbito da “economia verde” ou “bioeconomia”, a qual consiste na produção de biomateriais (biocombustíveis e bioprodutos químicos) e biorrefinarias integradas. A ênfase é na substituição do carbono fóssil por fontes de carbono renovável, no caso, aquele presente em resíduos derivados da biomassa. Considera-se até mesmo que a
“era do petróleo” deverá ser sucedida pela “era dos biomateriais”.
Leia a coluna na íntegra no PDF



