Segundo a Global Water Intelligence (GWI)
(https://www.globalwaterintel.com/), referência mundial no setor de água, a América Latina vive um
momento decisivo em termos de sustentabilidade e
produção de energia limpa, com rápido crescimento nos mercados de dessalinização, reuso de água e hidrogênio verde (H2V).
Especialistas da GWI apontam um aumento sem precedentes
na capacidade de dessalinização global nos próximos anos e
afirmam que a América Latina não será exceção.
Para o Brasil, as estratégias nacionais de H2V, incluem fontes de água não convencionais em seus planos de acordo com
trabalho da pesquisadora Rosana Cavalcante de Oliveira, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Dinte/IPEA), Texto para
Discussão 2787 (http://dx.doi.org/10.38116/td2787), (2022).
Neste contexto, o reuso de água deverá ganhar força, bem
como o etanol, e poderão se tornar soluções chave para expansão das rotas tecnológicas de produção do H2V. Em nossa
opinião, espera-se que o marco regulatório do saneamento promova um número crescente de projetos de reaproveitamento de
efluentes em processos industriais e agrícolas, visando reduzir a
dependência de fontes convencionais de água e garantir a gestão
sustentável dos recursos hídricos no País.
O Brasil desenvolve sua estratégia de H2V e planeja projetos
em áreas portuárias industriais, como Pecém e Açu, no Estado
do Ceará. Além disso, a Cagece, empresa prestadora de serviços
de água potável e saneamento do Ceará, firmou convênio com
a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos do Ceará para o
fornecimento de efluentes tratados para a rota tecnológica eletrolítica. No Estado do Rio Grande do Sul está sendo desenvolvido pela Enterprize Energy um projeto de H2V que usará água
do mar dessalinizada.
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