Unidade industrial é anunciada pela KM como parte de seu plano de se tornar uma das cinco maiores produtoras de artefatos de papel reciclados do Brasil nos próximos anos
Os dados de desempenho do setor no primeiro semestre de 2010 reforçam a tendência de recuperação da receita de exportações – que registrou crescimento de 44,9% na comparação com os resultados do mesmo período de 2009 – e do aumento da demanda por celulose e papel brasileiros nos mercados mais impactados pela crise financeira internacional. Até junho, o saldo comercial do setor somou US$ 2,49 bilhões.
A indústria de celulose e papel encerra os primeiros cinco meses de 2010 com crescimento de 45,7% na receita de exportações, movimento que reflete a retomada da atividade econômica e do consumo globalmente. O destaque é para a receita das vendas em tradicionais mercados do setor – tais como a Europa e a América do Norte – que, até o momento, não tinham recuperado o mesmo patamar de compras de antes da crise.
Por Ricardo JacomassiEm meio ao conturbado ano de 2009, a demanda internacional pelos produtos da indústria de papel e celulose foi marcada por uma recuperação inesperada pela maioria dos agentes do setor. A recuperação, porém, não foi homogênea, quando...
os preços médios da tonelada de celulose de fibra longa (NBSK) nos Estados Unidos e na Europa voltaram aos patamares de meados de 2008, ou seja, anteriores à crise financeira do segundo semestre de 2008 e do primeiro trimestre de 2009.
Há exatamente um ano, quando fizemos a primeira avaliação da crise financeira internacional, afirmamos que o setor de celulose e papel do Brasil estava estruturado para, em 2009 e nos anos subsequentes, prosseguir na sua consolidação como um dos principais players desse mercado. Acreditávamos que seria possível enfrentar a conjuntura provocada pela instabilidade da economia mundial, graças à reconhecida competitividade e produtividade das empresas.
As vendas da celulose brasileira em 2009 já são 5,2% superiores às de 2008 no acumulado de janeiro a outubro. Um ano após a maior crise financeira das últimas décadas, esse dado, embora pareça positivo, ainda não basta para garantir estabilidade aos fabricantes do setor de celulose e papel. O vilão desta vez foi o câmbio, cuja taxa variou de forma abrupta no período e diminuiu em 20% os ganhos dos exportadores.
Novas barreiras nos EUA expõem a dependência comercial do setor e mostram que competir melhor exige negociar lá fora e reduzir a “autotaxação” no Brasil.
Com o acordo, o setor ganha previsibilidade tarifária e ambiente institucional mais estruturado para acessar o mercado europeu, em meio à reconfiguração do comércio internacional.