Um panorama do segmento de papéis de fins sanitários foi realizado no encerramento do ciclo de palestras do 1º Simpósio e Exposição Latino-Americano de Tissue, ocorrido de 4 a 6 de outubro no Transamérica Expo Center, em São Paulo. Os temas variados sobre o setor foram palco para reflexivos debates entre público e palestrantes, na manhã desta quarta-feira.
A abertura do simpósio foi comandada por Antonio Carlos Barros de Oliveira, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Em sua apresentação, Oliveira afirmou que “o Brasil está bem servido em termos de padrões normativos”. A plateia pôde entender os critérios para obtenção da rotulagem ambiental.
Alfredo Lobo, diretor da Qualidade do Inmetro, completou o assunto em sua palestra. O profissional esclareceu quais funções são desempenhadas pelo órgão, como coordenação dos programas de adequações às conformidades e garantia de que os padrões brasileiros sejam similares aos de outros países. “Um dos objetivos da Política Brasileira de Normalização é promover acesso a diferentes mercados. De nada adiantaria obter uma certificação que não está alinhada às práticas internacionais”, pontou.
Para avaliar as oportunidades do segmento, o gerente de vendas e marketing de máquinas tissue da Voith, Rogério Berardi, apresentou as tendências dos produtos Premium. “Embora apresente pouca variação de crescimento, a América do Norte é o maior mercado mundial de tissue”, informou. Já a América Latina, segundo Berardi, ainda não comercializa esta categoria de papéis. “Os países latino-americanos estão migrando do papel higiênico de folha simples para o produto de folha dupla, que não é considerado Premium, apesar da boa qualidade.”
Representando a Cascades, 4º maior produtora de papel tissue da América do Norte, a palestrante Suzanne Blanchet revelou algumas apostas de sucesso da empresa – a exemplo da toalha de mão Cascades Antibacterial, capaz de proteger o usuário contra bactérias, durante 30 minutos. “Inovação é essencial na luta pela diferenciação da concorrência”, enfatizou Suzanne. Ela também disse acreditar no poder da publicidade para promover o uso de papel tissue, desmistificando a ideia de que o maior consumo prejudica o meio ambiente.



