Na última terça-feira (15), a Paraibuna Embalagens apresentou sua nova startup social, EmbalandO Bem, Rumo à Liberdade, durante evento realizado em sua sede na cidade de Juiz de Fora, Minas Gerais.
O Projeto implementou, em parceria com a Penitenciária José Edson Cavalieri localizada em Juiz de Fora – MG, um programa de capacitação e um espaço da Paraibuna Embalagens dentro da unidade prisional para que as detentas possam laborar na produção de sacos, sacolas e artefatos feitos com papel 100% reciclado produzido pela Paraibuna.
Segundo Fernanda de Mendonça Rocha, coordenadora de Meio Ambiente da Paraibuna, o projeto surgiu de quatro mãos. “A ideia veio do Sr. Heitor Villela, fundador da Paraibuna, que procurava uma maneira de reaproveitar as sobras do papel utilizado na produção das caixas de papelão”, diz.
Fernanda trabalhou na criação de meios que viabilizassem a utilização das sobras de papel do processo produtivo, conciliando o desejo de promover impacto social. “Nós pensamos, por que não usar esta ideia para mudar a vida de alguém? Foi então que nos veio à mente o presídio. Procuramos os representantes da unidade prisional e fomos abraçados por eles”, explica.
O processo começou com a compra do maquinário necessário para o início da produção das sacolas. Em seguida, foi dado treinamento para as detentas e, por fim, a construção de um local de trabalho humanizado com banheiro, local para refeição e área de trabalho dentro da Penitenciária José Edson Cavalieri.
O projeto teve início há seis meses, conta Erica Cazal, assistente social da Paraibuna Embalagens, responsável pelo acolhimento e contato direto com as detentas na unidade prisional. “Começamos com seis participantes. Hoje, estamos terminando o treinamento da sétima e o objetivo é ampliar mais ainda este número, incluindo também o público masculino”.
Sibely Cristina Pereira da Silva, subdiretora de Humanização do Atendimento da Penitenciária José Edson Cavalieri explica como funciona o processo de seleção e contratação das detentas: “Todas as mulheres passam por um programa de individualização e ressocialização. É feita uma triagem onde elas passam por médico, dentista, psicólogo, assistente social e pelas equipes de segurança. Nós identificamos o perfil dessas pessoas para as atividades laborais e para o ensino e, depois, é formada uma comissão técnica de classificação, que informa esses perfis para o juiz da vara de execuções.”
Na sequência, continua Sibely, é feito todo um termo de contrato e a documentação é enviada para a Diretoria de Trabalho e Produção do DEPEN – Departamento Penitenciário de Belo Horizonte.
“O impacto de projetos como esse da Paraibuna dentro da carceragem é muito positivo, porque há uma expectativa de uma oficina de trabalho ali fora, um trabalho que gera remissão de pena. Há cada três dias de trabalho um dia de pena é remido e gera remuneração”, diz Sibely.
A subdiretora acrescenta ainda que o trabalho é a única forma do ser humano se realizar e criar uma rotina dentro do sistema prisional. “Está comprovado que o trabalho diminui consideravelmente o índice de reincidência. Essas pessoas querem trabalhar, querem produzir e, de alguma forma, contribuir para a sociedade e voltar para ela ressocializadas. É só nos dar essa oportunidade que nós estamos dispostos a construir juntos uma nova realidade”, conclui Sibely.
Assista ao vídeo completo sobre a startup EmbalandO Bem, da Paraibuna Embalagens:
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