A Suzano Papel e Celulose divulgou nesta quarta-feira, 11 de maio, os resultados consolidados do 1º trimestre de 2011. Da produção total de 765 mil toneladas, 456 mil toneladas foram de celulose de mercado e 309 mil toneladas de papel. Já o volume de vendas de 678 mil toneladas se dividiu em 431 mil toneladas de celulose de mercado e 246 mil toneladas de papel, resultando em uma receita líquida de R$ 1.057,1 milhão e marcando um avanço de 8,9% em relação ao mesmo período do ano passado.
Ainda em comparação ao 1T10, os números revelam um crescimento de 12% no volume de vendas de celulose. Segundo Andrea Fernandes, gerente de Relações com Investidores da Suzano, o aumento segue a tendência mundial. Em teleconferência com a imprensa, a executiva afirmou que os embarques de celulose de eucalipto cresceram 10,6%, na Europa, e 5,1%, na China.
“A produção global de celulose atingiu 11 milhões de toneladas e o volume global de celulose comercializada foi de 10.7 milhões de toneladas, o que mostra um equilíbrio entre oferta e demanda nos três primeiros meses de 2011”, contextualizou Andrea. O estoque global fixou-se em 32 dias, em março último, ficando abaixo da média história de 33 dias.
Este cenário, somado ao delta de preços entre fibra curta e fibra longa, permitiu que o preço lista de celulose se mantivesse estável, em relação ao quarto trimestre de 2010, encerrando março em US$ 849/ton, na Europa. O presidente da Suzano, Antonio Maciel Neto, afirmou que a situação atual favorece a estabilidade de preços e apresenta ligeira possibilidade de alta. “Ainda estamos no início do mês, mas a tendência é de patamares estáveis ou mais altos.”
A respeito do desempenho no segmento de papel, a companhia registrou queda de 4,2% sobre o volume de vendas do 1T10. Brasil e Américas do Sul e Central absorveram 78% do volume total vendido, de 246 mil toneladas.
O preço líquido médio de papéis para imprimir e escrever no mercado interno foi R$ 2.328/ton no 1T11, 1,5% inferior ao 4T10. Segundo a companhia, a queda é reflexo da maior participação de papéis importados. No entanto, comparando o preço ao registrado no 1T10, houve um aumento de 4,9%, em função, principalmente, do maior nível de atividade nesse segmento. Já o preço líquido médio dos papéis não revestidos foi 0,9% inferior ao preço registrado no 4T10 e 1,3% superior ao 1T10, enquanto o preço dos papéis revestidos foi 2,3% inferior ao preço registrado no 4T10 e 18,9% superior ao 1T10.
Projetos a vista
No final de fevereiro último, a Suzano finalizou as negociações com a Metso e a Siemens, adquirindo os principais equipamentos para construção da unidade do Maranhão, com capacidade de produção anual de 1,5 milhão de toneladas e previsão de start up para 2013.
O escopo do contrato celebrado com a Metso abrange o fornecimento de equipamentos, engenharia, montagem e instalação. Já o acordo com a Siemens compreende a aquisição de dois turbo geradores, que atenderão tanto a demanda de energia da fábrica como a geração excedente de 100 MW disponível para comercialização.
O valor dos investimentos previsto à área industrial se mantém em US$ 2,3 bilhões. Mais US$ 600 bilhões estão previstos para a expansão da área florestal da Suzano. “O empreendimento está avançando. A questão do financiamento, por exemplo, já foi definida. Temos um aporte de R$ 2,7 bilhões, financiados pelo BNDES, além do comprometimento do Banco a respeito das sobras desse processo de aporte de capital”, revelou o presidente da companhia. A respeito do andamento prático do projeto, Maciel informou que o trabalho de terraplenagem está sendo feito.
A Suzano Energia Renovável foi citada como outro investimento importante previsto pela empresa. O projeto inclui três unidades de produção de pellets de madeira no nordeste brasileiro com capacidade de 1 milhão de toneladas cada e início de operação entre 2013 e 2014. O investimento total será de aproximadamente US$ 800 milhões. “Nossa intenção é contar com parceiros investidores para ajudar na estrutura de capital”, adiantou o presidente da companhia.
A construção de uma nova unidade no Piauí também faz parte do cronograma da Suzano. O parque, que terá capacidade anual de 1,5 milhão de toneladas de celulose de mercado e geração excedente de energia de 100MW, apresenta estimativa de investimento de US$ 3 bilhões, sendo US$ 2,3 bilhões destinados à parte industrial e US$ 710 milhões à florestal. A base florestal já está sendo formada e a previsão para decisão de investimento industrial acontecerá no primeiro semestre de 2012.



