Foi divulgado hoje (04), os resultados da Balança Comercial de agosto pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No período, comparado a igual mês do ano anterior, as exportações cresceram 3,9% e somaram US$ 29,86 bilhões. As importações caíram -2,0% e totalizaram US$ 23,73 bilhões. Assim, a balança comercial registrou superávit de US$ 6,13 bilhões , com crescimento de 35,8%, e a corrente de comércio aumentou 1,2%, alcançando US$ 53,59 bilhões.
No acumulado Janeiro/Agosto 2025, em comparação a igual período do ano anterior, as exportações cresceram 0,5% e somaram US$ 227,58 bilhões. As importações cresceram 6,9% e totalizaram US$ 184,77 bilhões. Como consequência destes resultados, a balança comercial apresentou superávit de US$ 42,81 bilhões , com queda de -20,2%, e a corrente de comércio registrou aumento de 3,2%, atingindo US$ 412,35 bilhões.
Nas exportações, a Indústria de Transformação sofreu leve queda de -0,9%, alcançando US$ 15,77 bilhões. Nesse escopo, a celulose registrou variação negativa de -9,65%, totalizando US$ 691 milhões negociados. No acumulado do ano a Indústria de Transformação, contudo, tem saldo positivo com crescimento de 4,0% e US$ 121,48 bilhões. De janeiro a agosto para a celulose, o total comercializado apresentou variação de 1,4%.
Nas exportações de celulose, a maior queda foi registrada na Europa, de -28,2%, US$ -0,1 bilhões.
Conforme divulgado pela Agência Brasil, madeira registrou queda nas exportações de 39,9%.
Já em relação ao total exportado para os Estados Unidos, o mês registrou uma queda de 18,5% no volume de exportações. Os dados chamam atenção para o minério de ferro que apresentou uma queda de 100%, com nenhuma exportação para os Estados Unidos. As vendas para a União Europeia também caíram, com -11,9%, somando US$ 4,03 bilhões.
Por outro lado, destaca-se o aumento das exportações para a Argentina, que cresceram 40,4% e somaram US$ 1,64 bilhões e para a China, Hong Kong e Macau, com crescimento de 29,9% e US$ 9,60 bilhões.
Confira abaixo a análise do MDIC sobre o desempenho de agosto e acumulado do ano:

Setores e Produtos
Exportações
Mensal
Em Agosto/2025, o desempenho dos setores foi o seguinte: crescimento de 8,3% em Agropecuária, que somou US$ 6,66 bilhões; crescimento de 11,3% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 7,26 bilhões e, por fim, queda de -0,9% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 15,77 bilhões. A combinação destes resultados levou ao aumento do total das exportações.
A expansão das exportações foi puxada, principalmente, pelo crescimento nas vendas dos seguintes produtos: Milho não moído, exceto milho doce ( 17,9%), Soja ( 11,0%) e Sementes oleaginosas de girassol, gergelim, canola, algodão e outras ( 19,9%) na Agropecuária; Minério de ferro e seus concentrados ( 5,2%), Minérios de cobre e seus concentrados ( 4,9%) e Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus ( 18,0%) na Indústria Extrativa ; Carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (56,0%), Bombas, centrífugas, compressores de ar, ventiladores, exaustores, aparelhos de filtrar ou depurar e suas partes (310,7%) e Ouro, não monetário (excluindo minérios de ouro e seus concentrados) (55,9%) na Indústria de Transformação.
Por sua vez, ainda que o resultado das exportações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos registraram diminuição nas vendas: Animais vivos, não incluído pescados ou crustáceos (-17,1%), Arroz com casca, paddy ou em bruto ( -37,1%) e Algodão em bruto (-37,1%) na Agropecuária; Outros minerais em bruto (-18,6%), Minérios de alumínio e seus concentrados (-12,3%) e Minérios de metais preciosos e seus concentrados (-98,5%) na Indústria Extrativa ; Açúcares e melaços (-16,1%), Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) (-18,1%) e Plataformas, embarcações e outras estruturas flutuantes (-96,0%) na Indústria de Transformação.
Acumulado no Ano
No acumulado Janeiro/Agosto 2025, em comparação com igual período do ano anterior, os resultados por setores foram os seguintes: crescimento de 0,4% em Agropecuária, que somou US$ 52,93 bilhões; queda de -7,2% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 52,00 bilhões e, por fim, crescimento de 4,0% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 121,48 bilhões. A associação destes resultados levou ao aumento do total das exportações.
Esta conjuntura de crescimento nas exportações foi influenciada pelo crescimento das vendas nos seguintes produtos: Animais vivos, não incluído pescados ou crustáceos (31,8%), Café não torrado (38,5%) e Especiarias (88,2%) na Agropecuária; Minérios de cobre e seus concentrados (22,7%), Outros minérios e concentrados dos metais de base (38,6%) e Gás natural, liquefeito ou não (1.319.202%) na Indústria Extrativa ; Carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (34,3%), Veículos automóveis de passageiros (62,7%) e Ouro, não monetário (excluindo minérios de ouro e seus concentrados) (63,2%) na Indústria de Transformação.
Por sua vez, ainda que o resultado das exportações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos tiveram diminuição: Milho não moído, exceto milho doce (-10,3%), Soja (-5,8%) e Algodão em bruto (-11,8%) na Agropecuária; Minério de ferro e seus concentrados (-13,4%), Minérios de metais preciosos e seus concentrados (-85,4%) e Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (-4,9%) na Indústria Extrativa ; Açúcares e melaços (-26,7%), Farelos de soja e outros alimentos para animais (excluídos cereais não moídos), farinhas de carnes e outros animais (-18,7%) e Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) (-11,9%) na Indústria de Transformação.
Importações
Mensal
Em Agosto/2025, o desempenho das importações por setor de atividade econômica foi o seguinte: crescimento de 0,4% em Agropecuária, que somou US$ 0,44 bilhões; crescimento de 26,5% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 1,76 bilhões e, por fim, queda de -3,8% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 21,39 bilhões. A combinação destes resultados motivou a queda das importações.
O movimento de queda nas importações foi influenciado pela redução das compras dos seguintes produtos: Trigo e centeio, não moídos (-20,7%), Cevada, não moída (-68,7%) e Produtos hortícolas, frescos ou refrigerados (-21,8%) na Agropecuária; Outros minerais em bruto (-24,8%), Outros minérios e concentrados dos metais de base (-30,5%) e Carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (-40,9%) na Indústria Extrativa ; Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) (-23,5%), Válvulas e tubos termiônicas, de cátodo frio ou foto-cátodo, diodos, transistores (-32,2%) e Veículos automóveis de passageiros (-34,2%) na Indústria de Transformação.
Ainda que o resultado das importações tenha sido de queda, os seguintes produtos tiveram aumento: Frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas ( 8,9%), Soja (188,9%) e Látex, borracha natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais ( 45,8%) na Agropecuária; Minérios de níquel e seus concentrados ( 355,9%), Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus ( 30,1%) e Gás natural, liquefeito ou não ( 85,3%) na Indústria Extrativa ; Adubos ou fertilizantes químicos (exceto fertilizantes brutos) (21,1%), Motores e máquinas não elétricos, e suas partes (exceto motores de pistão e geradores) (26,5%) e Partes e acessórios dos veículos automotivos (10,9%) na Indústria de Transformação.
Acumulado no Ano
No acumulado Janeiro/Agosto 2025, quando comparado com o mesmo período do ano anterior, os resultados por setores foram os seguintes: crescimento de 9,2% em Agropecuária, que somou US$ 4,18 bilhões; retração de -21,6% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 8,79 bilhões e crescimento de 8,9% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 170,64 bilhões. A combinação destes resultados levou ao aumento do total das importações.
Esta conjuntura de crescimento nas importações foi influenciada pelo crescimento das compras dos seguintes produtos: Milho não moído, exceto milho doce (36,7%), Cacau em bruto ou torrado (313,5%) e Látex, borracha natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais (86,8%) na Agropecuária; Pedra, areia e cascalho (12,4%), Minérios de alumínio e seus concentrados (36,9%) e Linhita e turfa (34,6%) na Indústria Extrativa ; Adubos ou fertilizantes químicos (exceto fertilizantes brutos) (20%), Motores e máquinas não elétricos, e suas partes (exceto motores de pistão e geradores) (32,3%) e Plataformas, embarcações e outras estruturas flutuantes (591,8%) na Indústria de Transformação.
Ainda que o resultado das importações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos tiveram diminuição: Pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado (-6,5%), Produtos hortícolas, frescos ou refrigerados (-17,5%) e Soja (-30,5%) na Agropecuária; Carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (-29,7%), Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (-23,1%) e Gás natural, liquefeito ou não (-13,6%) na Indústria Extrativa ; Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) (-8,6%), Válvulas e tubos termiônicas, de cátodo frio ou foto-cátodo, diodos, transistores (-20,2%) e Veículos automóveis de passageiros (-19,9%) na Indústria de Transformação.
Principais Parceiros Comerciais
Argentina
As exportações para a Argentina, no mês de Agosto/2025, cresceram 40,4% e somaram US$ 1,64 bilhões. As importações diminuíram -11,7% e totalizaram US$ 1,03 bilhões. Logo, a balança comercial com este parceiro comercial apresentou superávit de US$ 0,61 bilhões e a corrente de comércio aumentou 14,4% alcançando US$ 2,67 bilhões.
No período acumulado de Janeiro/Agosto 2025, em relação a igual período do ano anterior, as vendas para a Argentina cresceram 51,2% e atingiram US$ 12,41 bilhões. As importações caíram -1,7% e chegaram US$ 8,30 bilhões. Com isto, neste período, a balança comercial para este país apresentou saldo positivo de US$ 4,11 bilhões e a corrente de comércio expandiu-se em 24,4% totalizando US$ 20,71 bilhões.
China, Hong Kong e Macau
As exportações para a China, Hong Kong e Macau no mês de Agosto/2025, cresceram 29,9% e somaram US$ 9,60 bilhões. As importações diminuíram -5,8% e totalizaram US$ 5,54 bilhões. Assim, a balança comercial com este parceiro comercial apresentou superávit de US$ 4,06 bilhões e a corrente de comércio aumentou 14,1% alcançando US$ 15,13 bilhões.
No período de Janeiro/Agosto 2025, em relação a igual período do ano anterior, as vendas para China, Hong Kong e Macau caíram -3,0% e atingiram US$ 67,96 bilhões. As importações cresceram 15,7% e totalizaram US$ 47,71 bilhões. Consequentemente, neste período, a balança comercial apresentou superávit de US$ 20,25 bilhões e a corrente de comércio expandiu-se em 3,9% somando US$ 115,68 bilhões.
Estados Unidos
As exportações para os Estados Unidos, em Agosto/2025, caíram -18,5% e somaram US$ 2,76 bilhões. As importações aumentaram 4,6% e chegaram a US$ 3,99 bilhões. Assim, a balança comercial com este parceiro comercial resultou num déficit de US$ -1,23 bilhões e a corrente de comércio registrou queda de -6,3% alcançando US$ 6,76 bilhões.
No acumulado de Janeiro/Agosto 2025, em relação ao mesmo período do ano anterior, as exportações para os Estados Unidos cresceram 1,6% e atingiram US$ 26,58 bilhões. As importações cresceram 11,4% e totalizaram US$ 29,97 bilhões. Dessa forma, neste período, a balança comercial para este país apresentou déficit de US$ -3,39 bilhões e a corrente de comércio aumentou 6,6% chegando a US$ 56,55 bilhões.
União Europeia
As vendas para a União Europeia, caíram -11,9% e chegaram US$ 4,03 bilhões. As importações diminuíram -3,0% e totalizaram US$ 4,28 bilhões. Assim, a balança comercial com este bloco resultou num déficit de US$ -0,25 bilhões e a corrente de comércio diminuiu -7,5% alcançando US$ 8,30 bilhões.
No período acumulado de Janeiro/Agosto 2025, em relação a igual período do ano anterior, as exportações para a União Europeia cresceram 1,3% e atingiram US$ 32,44 bilhões. As importações cresceram 4,6% e totalizaram US$ 33,51 bilhões. Consequentemente, neste período, a balança comercial com este bloco comercial apresentou déficit de US$ -1,07 bilhões e a corrente de comércio aumentou 2,9% somando US$ 65,95 bilhões.
Fonte: MDIC/Secex



