Biotecnologia aliada às embalagens de papel e cartão

PHA: A biotecnologia inovadora que transforma embalagens, substituindo plásticos por soluções sustentáveis e totalmente biodegradáveis

No atual cenário de um consumo cada vez mais consciente, as marcas precisam encontrar formas de alinhar as suas soluções de embalagem com os seus compromissos de sustentabilidade. Os holofotes voltam-se então às embalagens à base de fibras renováveis, recicláveis e biodegradáveis e, neste sentido, a biotecnologia pode fornecer soluções inovadoras que permitam ao papel e cartão alcançarem as propriedades necessárias para substituir o plástico tradicional nas embalagens.

Notícia continua após o anúncio

Talvez você já tenha notado que quando pega um café em algum lugar, muitas vezes o copo é de papel, mas forrado com plástico de origem fóssil para evitar vazamentos da bebida quente. Embora esta tecnologia de revestimento barreira seja eficaz, ela impede que os copos de fibra de celulose sejam totalmente biodegradáveis e ainda os deixa mais difíceis de reciclar.

Copos de papel, com consumo de cerca de 250 bilhões por ano mundo afora, é um claro exemplo de que para tornar a fibra celulósica adequada para embalagens mais exigentes, como para alimentos e bebidas, a indústria depende de PE (polietileno) ou de outros revestimentos oriundos de petróleo para que as embalagens consigam propriedades de barreira à água, óleo, gordura e umidade.

PHA, abreviatura de polihidroxialcanoato, é uma alternativa inovadora aos plásticos tradicionais não renováveis e demais barreiras de fonte fóssil. Derivado de óleos vegetais utilizando biotecnologia avançada, o PHA oferece uma solução de revestimento de fonte renovável para embalagens de papel e cartão. Confere excelentes propriedades de barreira contra água, óleo, gordura, umidade e vapor d´água e, dentre outras vantagens, destacam-se sua compostabilidade e completa biodegradabilidade em vários ambientes, não deixando nenhuma pegada prejudicial. Ele tem o mesmo nível de biodegradabilidade que celulose, amido e outros polímeros naturais. Melhor que com outros bioplásticos, o papel revestido com PHA degrada-se prontamente em solo, água doce ou no mar. E ainda é reciclável e repolpável.

Na busca por novas soluções de embalagem para substituir o plástico tradicional, é também crucial que o revestimento possua boas capacidades de conversão, permitindo a sua utilização em diferentes aplicações de embalagem. O revestimento à base de PHA provou ser selável a quente e compatível para ser aplicado em vários substratos, desde papel, cartão e até filmes flexíveis.

Graças a esses atributos, as dispersões aquosas de PHA são uma opção viável aos proprietários de marcas que buscam embalagens que reduzam o impacto ambiental e contribuam para a economia circular. Mesmo sendo a reciclabilidade o principal objetivo, apenas ela não é suficiente: caso a embalagem acabe em aterro ou, pior ainda, seja descartada no meio ambiente, seu nível de biodegradabilidade é igualmente essencial para garantir sua decomposição ao longo do tempo. E a nossa casa Terra nos agradece.

EN

Biotechnology allied to the paper and cardboard packaging

In the current scenario of increasingly conscious consumption, brands need to find ways to align their packaging solutions with their sustainability commitments. The spotlight then turns to packaging based on renewable, recyclable and biodegradable fibers and, in this sense, “biotechnology” can provide innovative solutions that allow paper and cardboard to achieve the properties necessary to replace traditional plastic in packaging.

Maybe you’ve already noticed that when you get a coffee somewhere, the cup is often made of paper, but lined with fossil-based plastic to prevent the hot drink from leaking. Although this barrier coating technology is effective, it prevents the cellulose fiber cups from being fully biodegradable. And it makes them more difficult to recycle. Paper cups, with consmption around 250 billions per year around the world, are a clear example that to make cellulosic fiber suitable for more demanding packaging, such as food and beverages, the industry depends on PE (polyethylene) or other coatings made from petroleum so that packaging achieves barrier properties against water, oil, fat and humidity.

PHA, short for polyhydroxyalkanoate, is an innovative alternative to traditional non-renewable plastics and other fossil-based barriers. Derived from vegetable oils using advanced biotechnology, PHA offers arenewable source coating solution for paper and board packaging. It provides excellent barrier properties against water, oil, grease, humidity and water vapor and, among other advantages, its compostability and complete biodegradability in various environments stand out, leaving no harmful footprint. It has the same level of biodegradability as cellulose, starch and other natural polymers. Better than other bioplastics, PHA-coated paper degrades readily in soil, fresh water or the sea. And it is recyclable and repulpable.

In the search for new packaging solutions to replace traditional plastic, it is also crucial that the coating has good conversion capabilities, allowing it to be used in different packaging applications. The PHA coating has proven to be heat sealable and compatible to be applied to a variety of substrates, from paper, board and even flexible films.

Thanks to these attributes, aqueous PHA dispersions are a viable option for brand owners looking for packaging that reduces environmental impact and contributes to the circular economy. Even though recyclability is the main objective, it alone is not enough: if the packaging ends up in landfill or, even worse, is discarded in the environment, its level of biodegradability is equally essential to ensure that it decomposes over time. And our Earth thanks us.

Leia mais sobre inovação e tecnologia

avatar do autor
Caio Mori
Graduado em Engenharia de Produção Química pela UFSCar, com especialização em papel e celulose pela USP e MBA em Gestão Empresarial pela FGV; possui 25 anos de experiência no ramo de especialidades químicas, dos quais atuou inclusive em áreas de gestão e desenvolvimento de negócios em empresas como AkzoNobel e BASF. Atualmente é gerente de criação de negócios para américa do sul na divisão de biomateriais da multinacional finlandesa Kemira Chemicals.

Últimas Notícias

Gestão de projetos no centro do ciclo da celulose em 2026

Custos sobem com o Oriente Médio, mas o atual momento da celulose é definido pelo excesso de oferta global e pela rápida expansão da capacidade chinesa

Suprema Corte dos EUA derruba tarifas recíprocas de Trump e impõe limites ao uso de poderes emergenciais na política comercial

Decisão retira sobretaxas aplicadas ao Brasil sob a IEEPA, mas mantém tarifas baseadas em outros instrumentos legais.

Acordo UE–Mercosul abre nova janela comercial para celulose, papel e madeira

Com o acordo, o setor ganha previsibilidade tarifária e ambiente institucional mais estruturado para acessar o mercado europeu, em meio à reconfiguração do comércio internacional.

Branded Contents

Swan do Brasil destaca inovação e confiabilidade em instrumentação analítica para o setor de celulose e papel

A instrumentação analítica Swan contribui diretamente para a otimização de processos

Fiedler Automação Industrial apoia projeto na Klabin e contribui para redução de 52% na perda de vapor em Telêmaco Borba (PR) 

Iniciativa na Unidade Monte Alegre da Klabin envolveu inspeções na rede de vapor e aplicação de soluções integradas para ganho de eficiência

Compartilhar

Newsletter

Mantenha-se Atualizado!

Assine nossa newsletter gratuita e receba com exclusividade notícias e novidades