Suécia e Finlândia ficaram para trás. Após produzir mais de 12,8 milhões de toneladas de celulose, o Brasil agora é o quarto maior produtor mundial da commodity. Com todo o seu potencial de fibra curta e metas arrojadas, o País já pretende chegar, no futuro, ao nível de produção da China, que hoje produz anualmente 19 milhões de toneladas. “Começamos o ano muito bem e tínhamos expectativa de alcançar uma produção de quase 13 milhões de toneladas, porém em setembro o mundo mergulhou nesta crise e algumas empresas diminuíram o ritmo de produção. Mesmo assim, isso não impediu que alcançássemos a meta de 2008”, afirma Elizabeth de Carvalhaes, presidente da Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa).
De acordo com dados da entidade, a produção brasileira de celulose cresceu 7,1% em relação ao ano passado. Os fabricantes de papéis conseguiram aumentar em 2,1% a produção, alcançando 9,2 milhões de toneladas. “O ano termina com um ótimo desempenho do setor, já que esperávamos somar US$ 5,2 bilhões de exportações, mas vamos fechar 2008 com quase US$ 6 bilhões, crescendo 30,6% só na exportação de celulose”, conta a executiva. Além disso, o saldo comercial da matéria-prima ficou positivo em 32%. No caso do papel, apesar de as exportações terem crescido 14,6%, as importações foram 31,7% maiores, principalmente devido ao câmbio desvalorizado até meados do segundo semestre, deixando a balança negativa em mais de 15%.
Elizabeth ainda pontuou que o Brasil tem conquistado novas posições no mercado mundial não só porque está aumentando sua produção, mas porque outros concorrentes estão em declínio por conta própria. “Os países escandinavos sofrem com a falta de madeira, já que sobretaxa na Europa interrompeu 100% da compra de madeira da Rússia.” Além disso, ela explica que as fábricas dessa região estavam muito obsoletas, sem condições de competir com os níveis de produtividade atuais. “No Brasil, há forte investimento em tecnologia, e o País já é o mais produtivo do setor no mundo. A distância em relação a outros competidores vai crescer, pois lá fora as fábricas mudam mais lentamente do que aqui.” No comércio exterior da celulose, que rendeu US$ 3,95 bilhões em 2008, a Europa detém 52% das vendas brasileiras de celulose, seguida da América do Norte, com 19%. “A Europa ainda é o mercado mais importante, porém o que mais cresce é a China. De janeiro até o início de setembro, as exportações para lá cresceram 92%”, conta Elizabeth. No caso do papel, a proximidade com os mercados finais faz toda a diferença. Por isso, o maior mercado ainda é a América Latina, concentrando 61% das exportações brasileiras do produto. Depois, com 15% das compras, vem a Europa, seguida de América do Norte, com 12%, num total de US$ 1,95 bilhão em vendas.
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De acordo com dados da entidade, a produção brasileira de celulose cresceu 7,1% em relação ao ano passado. Os fabricantes de papéis conseguiram aumentar em 2,1% a produção, alcançando 9,2 milhões de toneladas. “O ano termina com um ótimo desempenho do setor, já que esperávamos somar US$ 5,2 bilhões de exportações, mas vamos fechar 2008 com quase US$ 6 bilhões, crescendo 30,6% só na exportação de celulose”, conta a executiva. Além disso, o saldo comercial da matéria-prima ficou positivo em 32%. No caso do papel, apesar de as exportações terem crescido 14,6%, as importações foram 31,7% maiores, principalmente devido ao câmbio desvalorizado até meados do segundo semestre, deixando a balança negativa em mais de 15%.
Elizabeth ainda pontuou que o Brasil tem conquistado novas posições no mercado mundial não só porque está aumentando sua produção, mas porque outros concorrentes estão em declínio por conta própria. “Os países escandinavos sofrem com a falta de madeira, já que sobretaxa na Europa interrompeu 100% da compra de madeira da Rússia.” Além disso, ela explica que as fábricas dessa região estavam muito obsoletas, sem condições de competir com os níveis de produtividade atuais. “No Brasil, há forte investimento em tecnologia, e o País já é o mais produtivo do setor no mundo. A distância em relação a outros competidores vai crescer, pois lá fora as fábricas mudam mais lentamente do que aqui.” No comércio exterior da celulose, que rendeu US$ 3,95 bilhões em 2008, a Europa detém 52% das vendas brasileiras de celulose, seguida da América do Norte, com 19%. “A Europa ainda é o mercado mais importante, porém o que mais cresce é a China. De janeiro até o início de setembro, as exportações para lá cresceram 92%”, conta Elizabeth. No caso do papel, a proximidade com os mercados finais faz toda a diferença. Por isso, o maior mercado ainda é a América Latina, concentrando 61% das exportações brasileiras do produto. Depois, com 15% das compras, vem a Europa, seguida de América do Norte, com 12%, num total de US$ 1,95 bilhão em vendas.
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