Câmara De Comércio Lança Comissão De Meio Ambiente

A ICC (International Chamber of Commerce) lançou – em evento para convidados no escritório da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em São Paulo – o capítulo brasileiro da Comissão Global de Meio Ambiente e Energia. Na ocasião, Elizabeth Carvalhaes, presidente executiva da IBÁ (Indústria Brasileira de Árvores), foi empossada por Daniel Feffer, presidente do Conselho da ICC Brasil e Vice-presidente do Conselho da Suzano Papel e Celulose, para liderar a iniciativa. Estiveram presentes, Kersten Barth (Chair Global da Comissão), José Carlos Carvalho (ex-Ministro do Meio Ambiente, 2002) e lideranças de empresas como Natura, Banco do Brasil, Duratex e Grupo Abril.
Com o objetivo de implementar o plano estratégico internacional da ICC, o início das operações da Comissão no País pretende alavancar a participação brasileira nas task-forces globais da Câmara voltadas para temas como economia verde, precificação de carbono e mecanismos de mercado, clima e comércio, energia, sustentabilidade corporativa e água. Desta forma, a presença de empresas brasileiras em fóruns multilaterais de negociações sobre clima e biodiversidade será ampliada, reforçando a representação internacional do setor empresarial na questão ambiental. 
“A ICC Brasil é uma importante plataforma do setor empresarial na construção e fomento da agenda de clima, meio ambiente, energia e biodiversidade. O lançamento da comissão será fundamental para contribuir com o desenvolvimento sustentável do país, no momento em que o mundo combate as mudanças climáticas e a sociedade global demanda produtos e serviços mais sustentáveis” analisa Elizabeth de Carvalhaes, que assume a presidência da Comissão de Meio Ambiente e Energia.
Essa é a quarta comissão da ICC Brasil, que já conta com as comissões de Arbitragem, de Direito e Prática Comercial e de Propriedade Intelectual. A perspectiva é que o Brasil lidere as discussões sobre biodiversidade, pela vocação natural do país e pelo potencial de negócios nessa área. Entre as empresas que devem integrar a comissão estão Natura, o Boticário, Granbio, Klabin e Gerdau.
Com mais de um século de atividade, a ICC – também conhecida como The World Business Organization (Organização Mundial das Empresas) – conquistou o status de membro observador da Assembleia Geral das Nações Unidas. A Câmara vem atuando como a voz do setor empresarial no mundo, perante organizações internacionais e governos nacionais, permitindo o engajamento das empresas nas conferências internacionais, defendendo o comércio global como alavanca para o crescimento econômico e a promoção da autorregulação do setor. Nos últimos anos, a organização foi escolhida pela ONU como porta-voz do setor empresarial na Conferência do Clima em Paris (COP-21), além de atuar como protagonista na COP-22 e na Conferência da Biodiversidade (COP-13).
Para Daniel Feffer, a participação da ICC na ONU é um passo importante para a comunidade empresarial global. “Nossa aproximação com a Organização das Nações Unidas reforça os modelos inclusivos de cooperação entre organizações de todo o mundo, além de abrir um canal direto para a representação das empresas-membros da ICC nas conferências internacionais. Com essa nova Comissão no Brasil, reforçaremos a influência das entidades brasileiras nas negociações globais relacionadas a meio ambiente, clima e sustentabilidade”, complementa. 
Durante o evento, foram realizadas apresentações com os temas “ICC: uma nova ponte global para o setor privado brasileiro”, “Greetings from Paris: agenda internacional da Comissão de Meio Ambiente e Energia da ICC”, “Panorama das políticas de clima, meio-ambiente e biodiversidade” e “Uma plataforma do Brasil para o mundo” por Daniel Feffer, Kersten Barth, Jose Carlos Carvalho e Elizabeth Carvalhaes, respectivamente. 
Além disso, foi lançada a versão brasileira da ICC Business Charter for Sustainable Development (Carta Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável), elaborada pelo grupo de economia verde da entidade e que tem como meta definir os princípios que alinham a gestão corporativa de acordo com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS).
Fonte: Ibá

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