Comércio exterior de papel e cartão cresce

A balança comercial do setor papeleiro é superavitária

Nos primeiros seis meses deste ano, as exportações brasileiras de papéis e cartões para todos os fins somaram 1,27 milhão de toneladas enquanto as importações na mesma posição totalizaram 334 mil toneladas. Só em junho foram embarcadas 208 mil toneladas e recebidas 54 mil toneladas, conforme os dados registrados no Capítulo 48 do Sistema Harmonizado de Designação e de Codificação de Mercadorias, que corresponde aos produtos de “papel e cartão; obras de pasta de celulose, de papel ou cartão”.

Comércio exterior brasileiro

Estes são alguns dos dados públicos que podem ser acessados através do Comex Stat, que é o sistema oficial para extração das estatísticas do comércio exterior brasileiro de bens.

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Olhando para o mesmo período dos dois últimos anos, a importação cresceu mais do que as exportações. Ainda assim a participação do produto brasileiro no exterior continua em torno de quatro vezes maior do
que a entrada de papel e cartão estrangeiro no mercado brasileiro. A balança comercial do setor papeleiro é superavitária, refletindo a força e a posição de fornecedores para o exterior dos produtores brasileiros de
papel e cartão.

Entre janeiro e junho de 2023, o comércio exterior brasileiro registrou a saída de 1,06 milhão de toneladas e a entrada de 253 mil toneladas. No primeiro semestre de 2024, os volumes aumentaram praticamente na
mesma proporção (na faixa de 19%), somando 1,26 milhão de toneladas exportadas e 304 mil toneladas importadas. Os números deste ano indicam aumento de cerca de 1% nas exportações (1,27 milhão de
toneladas) e 10% nas importações (334 mil toneladas).

Desempenho da importação em itens selecionados

No detalhamento por tipo de produto, o papel revestido e o cartão são destaques nas importações. Exatamente aquelas classificações em que estão duas com pedido de elevação da alíquota do imposto de importação (vide página 5) – as NCMs 4810.29.90 e 4810.92.90. Com os dados fechados de junho, o movimento das importações seguiu a mesma tendência verificada na análise dos cinco primeiros meses do ano. A Andipa acompanha no Sistema Comex Stat, e publica no NewsPaper, os dados de importações dos quinze principais itens comercializados pelo segmento de distribuição.

Entre eles, o maior volume de importação no período foi o classificado na NCM 4810.29.90, comumente chamado de MWC, que denominamos ‘Outro – revestido’, especificado no Sistema Harmonizado como “Outros papéis e cartões dos tipos utilizados para escrita, impressão ou outras finalidades gráficas, em que mais de 10%, em peso, do conteúdo total de fibras seja constituído por fibras obtidas por processo mecânico ou químico-mecânico”.

Em junho, desembarcaram 7 mil toneladas na NCM 4810.29.90, o menor volume mensal deste ano, totalizando 52,9 mil toneladas no primeiro semestre. As entradas desse item aumentaram 28,4% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram importadas 41,2 mil toneladas.

O segundo maior volume importado até junho é o papel cartão, classificado na NCM 4810.92.90. Apesar disso, as importações em 2025 caíram 20,3% em comparação com o primeiro semestre de 2024, que somou 45,8 mil toneladas. Com os desembarques de 4,5 mil toneladas no mês passado, o item soma 36,5 mil toneladas recebidas em 2025.

No item cuchê são considerados os registros nas NCMs 4810.13.89, 4810.13.99, 4810.19.89 e 4810.19.99, esta última também com pedido de aumento do imposto de importação.

Entre eles, o maior volume de importação no período foi o classificado na NCM 4810.29.90, comumente chamado de MWC, que denominamos ‘Outro – revestido’, especificado no Sistema Harmonizado como “Outros papéis e cartões dos tipos utilizados para escrita, impressão ou outras finalidades gráficas, em que mais de 10%, em peso, do conteúdo total de fibras seja constituído por fibras obtidas por processo mecânico ou químico-mecânico”.

Em junho, desembarcaram 7 mil toneladas na NCM 4810.29.90, o menor volume mensal deste ano, totalizando 52,9 mil toneladas no primeiro semestre. As entradas desse item aumentaram 28,4% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram importadas 41,2 mil toneladas.

O segundo maior volume importado até junho é o papel cartão, classificado na NCM 4810.92.90. Apesar disso, as importações em 2025 caíram 20,3% em comparação com o primeiro semestre de 2024, que somou 45,8 mil toneladas. Com os desembarques de 4,5 mil toneladas no mês passado, o item soma 36,5 mil toneladas recebidas em 2025.

No item cuchê são considerados os registros nas NCMs 4810.13.89, 4810.13.99, 4810.19.89 e 4810.19.99, esta última também com pedido de aumento do imposto de importação.

Fonte: ANDIPA – Edição 96

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