De Resíduo A Produto Útil

Em tempos de produção mais limpa, quanto menor o impacto gerado pelo processo no meio ambiente, melhor. No setor papeleiro, uma tecnologia voltada ao reaproveitamento de resíduos do processo de fabricação transforma o material destinado aos aterros industriais em compostos úteis para a área florestal, gerando menos custos às empresas.

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O método, que leva o nome de compostagem, é antigo, do tempo dos primatas, que usavam restos de alimentos com galhos de árvore como adubo. Agora, o que se tem é o know-how tecnológico. “Desenvolvemos uma técnica própria para produzir um composto orgânico, maturado em 45 dias, que atende a todos os parâmetros do Ministério da Agricultura”, diz Renata Gregolini, diretora técnica operacional do Grupo Ambitec, que oferece o serviço há quatro anos.

 

Na prática, o trabalho engloba todo o gerenciamento de resíduos, desde a coleta no ponto gerador, passando pelo transporte ao pátio de transformação e chegando ao armazenamento dos produtos finais. Restos orgânicos da produção de celulose e papel, como lodo e casca, destacam-se entre os materiais reutilizáveis.

 

Segundo Gregolini, a maioria dos resíduos transforma-se em fertilizantes orgânicos, mas o destino do composto final fica a critério do cliente. “Há, por exemplo, a possibilidade de misturar lama de cal com dregs para produzir um corretivo agrícola, e adicioná-lo aos resíduos orgânicos e utilizá-lo como outros tipos de adubo, conforme a necessidade do cliente final.”

 

A técnica também é monitorada. “Os nutrientes e minerais transformados em insumos são aplicados nas plantações somente após apresentarem uma condição agronomicamente segura. Além disso, o processo é totalmente rastreado por meio de códigos de barras, desde a coleta do resíduo até a aplicação do adubo”, relata Alberto Carvalho de Oliveira Filho, diretor da Brasil Ambiental. “Se ocorresse algum problema relativo ao composto, a fábrica conseguiria investigar as causas, baseada na composição de determinado lote”, completa Gregolini.

 

Leia mais na edição de Julho.

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Caroline Martin
Jornalista com 17 anos de experiência, sendo 6 deles em redação e 11 como freelancer. Formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo, teve o seu desenvolvimento profissional focado em redação e edição de conteúdos para editorias variadas de veículos impressos e online. O contato com a indústria de celulose e papel teve início em 2010, quando começou a atuar como repórter da revista O Papel, publicação mensal da Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel (ABTCP), que hoje circula nas versões impressa e digital. Desde então, produz reportagens técnicas relacionadas à cadeia produtiva do setor, incluindo análises de mercado, inovações tecnológicas e perfis profissionais. Em 2015, foi vencedora do Prêmio Especialistas — Categoria Papel e Celulose, promovido pela revista Negócios da Comunicação.

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