Especialista da Empapel destaca avanços e desafios da economia circular e logística reversa no Brasil

A convite da Paraibuna Embalagens, coordenador de Logística Reversa da Empapel esteve em Juiz de Fora (MG) para participar do "Fórum ESG"

Rafael Filgueira, coordenador de Logística Reversa da Empapel, apresentou um panorama sobre a cadeia do papel e os desafios da economia circular no país. Com a presença de lideranças da Paraibuna Embalagens, o evento reuniu representantes de mais de quarenta organizações públicas e privadas da cidade e região, além de instituições públicas e especialistas em sustentabilidade, para debater práticas que promovem o consumo consciente e a redução de resíduos.

Em sua palestra, Filgueira destacou que o Brasil ocupa posição de destaque na cadeia global do papel: é o segundo maior produtor e o maior exportador de celulose do mundo, além de ser o sétimo em produção de papel e o sexto em papelão ondulado. O setor, que mantém 10,5 milhões de hectares de florestas cultivadas e preserva outros 7 milhões de hectares de áreas nativas, é exemplo de equilíbrio entre produção e conservação ambiental.

Notícia continua após o anúncio

A Associação Brasileira de Embalagens em Papel – Empapel, criada em 2020, a partir da antiga ABPO, representa essa nova fase do segmento, ampliando sua atuação para diferentes tipos de embalagens e fortalecendo a conexão entre reciclagem, logística reversa e economia circular. “Esses conceitos se complementam: a economia circular propõe o uso contínuo dos recursos; a logística reversa viabiliza o retorno das embalagens; e a reciclagem fecha o ciclo, transformando resíduos em novos produtos”, explicou Filgueira.

O coordenador também ressaltou o papel da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que estabelece a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos. O Decreto nº 11.043/2022, que instituiu o Planares, prevê que até 2040 o país alcance 50% de recuperação das embalagens por meio de sistemas de logística reversa, o que representa um avanço gradual frente à meta inicial de 30%.

Apesar dos avanços normativos, os números ainda revelam grandes desafios. Segundo a Abrema (2024), apenas 8,3% dos resíduos sólidos urbanos gerados no Brasil são efetivamente reciclados, embora o potencial chegue a 33,6%. No caso específico do papel, 58,1% já é reaproveitado, o que demonstra a força do setor, mas também a necessidade de ampliar a coleta seletiva e a integração com cooperativas de catadores que são responsáveis por processar metade do volume de papel e papelão reciclado no país.

Em Juiz de Fora (MG), a realidade ainda exige avanços. A cidade gera cerca de 500 toneladas de lixo por dia, das quais apenas 7 toneladas são provenientes da coleta seletiva, representando apenas 1% do total reciclado. Mesmo com a implementação da Lei Municipal nº 15.100/2025, que institui o programa “Lixo Zero” e torna obrigatória a coleta seletiva em domicílios e empresas, o grande desafio é a conscientização da população sobre a separação correta dos resíduos.

No encerramento da palestra, Filgueira relacionou os esforços locais e nacionais ao contexto global da sustentabilidade. O “Dia da Sobrecarga da Terra”, calculado pela Global Footprint Network, ocorreu em 24 de julho de 2025, indicando que a humanidade consome 1,8 vez mais recursos do que o planeta é capaz de regenerar. “A transição para a economia circular é urgente e precisa ser coletiva. Governos, empresas e sociedade precisam agir juntos”, concluiu.

No dia seguinte ao encontro, o coordenador de Logística Reversa da Empapel visitou a fábrica da Paraibuna Embalagens, em Sapucaia (RJ), e acompanhou diferentes etapas da fabricação de papelão e embalagens depois de uma roda de conversa com um grupo de colaboradores de diferentes setores, como comercial e logística. 

Últimas Notícias

Comissão de Estudos de Papéis para Fins Sanitários é reativada para revisão de normas técnicas do setor

A comissão abrange aspectos de terminologia, requisitos, métodos de ensaio e generalidades

Suprema Corte dos EUA derruba tarifas recíprocas de Trump e impõe limites ao uso de poderes emergenciais na política comercial

Decisão retira sobretaxas aplicadas ao Brasil sob a IEEPA, mas mantém tarifas baseadas em outros instrumentos legais.

Acordo UE–Mercosul abre nova janela comercial para celulose, papel e madeira

Com o acordo, o setor ganha previsibilidade tarifária e ambiente institucional mais estruturado para acessar o mercado europeu, em meio à reconfiguração do comércio internacional.

Branded Contents

Swan do Brasil destaca inovação e confiabilidade em instrumentação analítica para o setor de celulose e papel

A instrumentação analítica Swan contribui diretamente para a otimização de processos

Fiedler Automação Industrial apoia projeto na Klabin e contribui para redução de 52% na perda de vapor em Telêmaco Borba (PR) 

Iniciativa na Unidade Monte Alegre da Klabin envolveu inspeções na rede de vapor e aplicação de soluções integradas para ganho de eficiência

Compartilhar

Newsletter

Mantenha-se Atualizado!

Assine nossa newsletter gratuita e receba com exclusividade notícias e novidades