Ibema comemora 70 anos e prospecta novos capítulos

Fabricante de papelcartão de fibras virgens e recicladas traça estratégia embasada em sustentabilidade

Terceira maior fabricante de papelcartão do Brasil, a Ibema baseia seus diferenciais competitivos em três pilares centrais: qualidade de produto, qualidade de serviço e desenvolvimento de embalagens sustentáveis. A empresa dispõe de duas unidades fabris – uma fábrica situada em Turvo, no interior do Paraná, e outra instalada em Embu das Artes, na região metropolitana de São Paulo –, com uma capacidade produtiva total de 160 mil toneladas anuais, e constrói uma trajetória já longeva.

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“A história da Ibema é marcada por momentos de crescimento acelerado e períodos desafiadores. Independentemente de quaisquer obstáculos, contudo, sempre soube se posicionar no segmento de papelcartão, despontando como uma companhia que preza pela qualidade de seus produtos e serviços. Nossa fábrica em Turvo, especializada em papelcartão produzido a partir de fibra virgem, tem aprimorado constantemente a competitividade dos produtos para que alcancem nível mundial.

Já a planta de Embu das Artes tem enfoque na fabricação de papelcartão com matéria-prima reciclada, com qualidade comparável às soluções de fibra virgem. Hoje, a Ibema encontra-se num patamar bastante privilegiado do ponto de vista mercadológico, muito em razão desse posicionamento ao longo das décadas”, resume Nilton Saraiva, CEO da Ibema, que completa 70 anos em 2025.

De acordo com o executivo, a companhia dedica-se a duas importantes avenidas de crescimento. “Dizemos que, se em Turvo estamos rodeados por uma floresta verde, em Embu o que nos rodeia é uma ‘floresta de aparas’.”

Mais do que ser um player de destaque em seu segmento de atuação, a Ibema trabalha para se posicionar como uma plataforma de conscientização a respeito da poluição plástica que assola o planeta, em especial os oceanos, conforme contextualiza Saraiva.

“A estimativa é de que haja de 86 milhões a 150 milhões de toneladas de plástico acumuladas nos oceanos. Somente o Brasil lança potencialmente no ambiente todos os anos cerca de 3,4 milhões de toneladas de itens como sacolas plásticas, garrafas PET, canudos, embalagens de cosméticos e isopor, de acordo com o Blue Keepers, projeto ligado ao Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU). Precisamos transformar essa realidade, e o papelcartão é um excelente aliado nessa batalha, podendo substituir o plástico em diversas aplicações, com a vantagem de ser altamente reciclado e oriundo de fonte renovável. Não à toa, o lema ‘embalar o futuro’ pauta as nossas ações.”

Unir sustentabilidade a resultados econômicos é o que move a Ibema. “Alguns anos atrás, criamos uma área focada em sustentabilidade que, junto à área financeira, elabora o Global Reporting Initiative (GRI) da companhia. Esse documento é produzido anualmente desde 2020 e busca apresentar à sociedade tanto as iniciativas sustentáveis da Ibema quanto nossos resultados econômicos”, informa Julio Jubert C. Guimarães, diretor comercial e de Estratégia e Marketing da Ibema.

Citando outras iniciativas em curso, Guimarães revela que, em 2023, a Ibema instituiu o Comitê de Economia Circular como parte do compromisso com práticas de governança sustentável. “Este comitê multidisciplinar é fundamental para assegurar a regularidade e a precisão dos processos, bem como para alinhar integralmente as operações com os valores e crenças corporativas. O propósito do grupo é solidificar a economia circular como um pilar central na cultura da empresa, garantindo que todas as práticas de sustentabilidade estejam em sincronia com as estratégias de negócio da Ibema.”

(Continua…)

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Caroline Martin
Jornalista com 17 anos de experiência, sendo 6 deles em redação e 11 como freelancer. Formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo, teve o seu desenvolvimento profissional focado em redação e edição de conteúdos para editorias variadas de veículos impressos e online. O contato com a indústria de celulose e papel teve início em 2010, quando começou a atuar como repórter da revista O Papel, publicação mensal da Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel (ABTCP), que hoje circula nas versões impressa e digital. Desde então, produz reportagens técnicas relacionadas à cadeia produtiva do setor, incluindo análises de mercado, inovações tecnológicas e perfis profissionais. Em 2015, foi vencedora do Prêmio Especialistas — Categoria Papel e Celulose, promovido pela revista Negócios da Comunicação.

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