Por Sergio Luis Ferreira* – A Comissão Técnica (CT) de Manutenção da ABTCP é um dos pilares mais importantes do Brasil para alinhamentos técnicos e evoluções em busca da produtividade. Esta CT tem como objetivo sustentar o negócio de celulose e papel por meio de uma manutenção de classe mundial.
LEIA AQUI A COLUNA COMISSÕES TÉCNICAS ABTCP PUBLICADA NA EDIÇÃO DE SETEMBRO DA REVISTA O PAPEL
E esta CT de Manutenção promove sinergias entre produtores e fornecedores de celulose e papel com amplitude aos demais negócios, como aço, agro, alimentício e tantos outros. Tais intercâmbios de informações, inovações e soluções tecnológicas, alinhados à segurança nas operações e uma gestão equilibrada, têm o ativo como “Principal Ator”.
No cenário atual da indústria, a manutenção deixou de ser apenas uma atividade de suporte e passou a ser estratégica para garantir produtividade, segurança e competitividade. Porém, esse papel central exige uma combinação rara: disciplina para manter rotinas estabelecidas e coragem para adotar novas tecnologias.
A disciplina assegura que cada tarefa seja realizada no tempo certo, com a qualidade esperada e dentro dos padrões definidos. Um sistema de manutenção eficiente depende de muitas variáveis, mas as três abaixo podem ser consideradas como um pilar essencial para que isso ocorra de maneira equilibrada. Dentre elas estão:
• Rotinas bem estruturadas, com planos preventivos e preditivos claros;
• Monitoramento e correção de rota com base nos indicadores;
• Capacitação contínua dos colaboradores.
Sem disciplina, qualquer investimento em tecnologia perde relevância, porque não há base sólida para dar suporte à inovação e as rotinas se perdem frente a tantas demandas exigidas pelo dia a dia tão intenso.
Se a disciplina garante a confiabilidade, a coragem é o que impulsiona a transformação, mas para exemplificar um pouco nesse caso, coragem é ter determinação.
Não é uma tarefa fácil para a manutenção que vive de rotinas bem estabelecidas e muitas vezes com resultados excelentes, aventurar-se ao “Novo”. O novo é e será uma necessidade neste mundo de mudanças tão rápidas, onde a manutenção precisa estar embarcada para uma nova etapa de tecnologias, tão diferentes que, com certeza, exigirão mudanças de comportamento.
A indústria vive uma onda de mudanças trazidas por IoT, sensoriamento avançado, inteligência artificial e gêmeos digitais. Adotar essas soluções exige:
• Vencer a resistência cultural, natural em ambientes acostumados a práticas tradicionais;
• Investir em capacitação para transformar dados em decisões rápidas e precisas;
• Assumir riscos controlados, entendendo que a inovação pode gerar ajustes e aprendizados no curto prazo.
Sendo assim, Disciplina + Coragem = Excelência.
Quando disciplina e coragem caminham juntas, a manutenção se transforma em um diferencial competitivo para garantir padronização, confiabilidade, eficiência, adaptação ao novo, inovação, profissionais capacitados a esse novo modelo de fazer manutenção e crescimento sustentável.
Manter o agora e aproximar-se do futuro deve ser a meta principal desse subcomitê, pois o futuro está logo ali, na nossa frente, bem visível aos nossos olhos.
As contribuições desta CT com o suporte da ABTCP demonstram ao longo dos anos os resultados que impulsionaram produtores e fornecedores, tendo como um dos exemplos mais recentes e marcantes o estudo e a aprovação da extensão de campanha da Parada Geral.
Uniram-se neste objetivo pessoas altamente qualificadas e técnicas, mas sobretudo com um diferencial, que é deixar um legado e que tudo pode, sim, ser questionado e melhorado como uma espiral em evolução.
A CT de Manutenção vai continuar buscando evoluções, inovações e capacitação de profissionais do futuro, que tenham disciplina e coragem para questionar o status quo. Esta CT de Manutenção tem muito a contribuir com o setor de celulose e papel, visto que precisamos avançar no estudo do calendário de paradas, capacitação e qualificação de profissionais, maior alinhamento entre outros Subcomitês e Comissões Técnicas para avançar na Manutenção de Classe Mundial 4.0.
Sergio Luis Ferreira é Coordenador da Comissão Técnica de Manutenção da ABTCP



