Mercado De Créditos De Carbono Evolui

“A discussão das mudanças climáticas é o grande movimento do século XXI e, sem dúvida, um dos principais debates da história da humanidade”, afirmou Elizabeth de Carvalhaes, presidente executiva da Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), em seu artigo publicado na Coluna Bracelpa de setembro de 2009, intitulado “Propostas para a COP 15”.

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O Protocolo de Kyoto foi assinado em dezembro de 1997 e renovado de tempos em tempos, para reafirmar os compromissos assumidos pelas nações interessadas em reverter consequências humanas sobre o equilíbrio do clima. Entre 2008 e 2012 metas foram estabelecidas para reduzir a emissão de gases em 5,2% sobre o volume gerado em 1990 pelas emissões de gases de efeito estufa, como o dióxido de carbono (CO2), o metano (CH4), o óxido nitroso (N2O) e o CFCs (CFxClx) na atmosfera.

Começava a nascer o mercado de crédito de carbono como alternativa de conciliação entre a preservação do equilíbrio do clima e o desenvolvimento econômico. O encontro estava marcado entre o clima e a economia, originando algo de que já se começa a ouvir cada vez mais no setor: a economia de baixo carbono. Neste mercado, a “moeda verde” – que poderá alavancar muitos negócios no mundo – compra créditos de carbono de outras nações que desenvolvam projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) para atingir suas metas de redução das emissões de gases estabelecidas no Protocolo de Kyoto.

A idéia é similar à negociação de valores mobiliários ou de mercadorias convencionais: é dado um valor econômico ao carbono, permitindo que pessoas, sociedades ou nações o negociem. Quando um país compra carbono, compra os direitos para queimá-lo, enquanto a nação que o vende está desistindo de fazê-lo. O valor do carbono seria baseado na capacidade de o país armazená-lo ou impedir sua liberação na atmosfera.

Segundo Sérgio Besserman Vianna, economista e ambientalista, ex-presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e membro do conselho diretor da WWF-Brasil, “se o aquecimento global não for tratado pelo mercado financeiro, algum outro mecanismo terá de ser criado para fazê-lo”.

Portanto, para a COP 16 o setor de celulose e papel já prepara sua agenda de reivindicações a serem negociadas durante a Conferência, prevista este ano para ocorrer no México.

Leia mais na edição de Julho da revista O Papel.

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