O Caminho Da Recuperação

Com os resultados do primeiro semestre de 2009, o setor de celulose e papel já consegue fazer um diagnóstico dos efeitos da crise financeira internacional e voltar a planejar o futuro. De janeiro a junho de 2009, as empresas apresentaram queda de 1,9% na produção de celulose em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto o volume das exportações cresceu 18%. No segmento de papel, a retração da produção foi de 3,7%, enquanto as exportações recuaram 7,4% nos primeiros seis meses de 2009 ante o primeiro semestre de 2008.

Esses números refletem alguns dos efeitos da crise financeira internacional. Por exemplo, as paradas e o fechamento de empresas na Escandinávia e, também, a demanda chinesa de celulose de melhor qualidade influenciaram as exportações da fibra curta brasileira. Já a retração do consumo mundial, incluindo o Brasil, teve impacto nos resultados dos diversos produtos do segmento de papel. No primeiro semestre deste ano, somente os papéis para fins sanitários tiveram resultado positivo em comparação ao mesmo período do ano passado, com aumento de vendas de 2,2%.

Outro importante índice, porém, deve ser considerado: a queda da receita de exportação das empresas, principal impacto da conjuntura mundial, com retrações de 17,5% no segmento de celulose – reflexo do baixo preço da commodity – e de 25,4% no de papel. Esses números orientarão as estratégias das empresas para o segundo semestre, visando à recuperação de perdas, uma vez que, historicamente, a economia mundial é mais ativa a partir de julho. O mercado precisa crescer, e as empresas estão preparadas para atender às demandas.

Em termos mundiais, o setor estabeleceu uma meta para o segundo semestre: manter a quarta posição como produtor de celulose e a 12ª como produtor de papel. Para isso, tem o objetivo de alcançar a mesma produção de 2008, de 12,7 milhões de toneladas de celulose e 9,4 milhões de toneladas de papel. Há vários aspectos a favor dessas metas, entre os quais, como já assinalado acima, o fato de muitas empresas obsoletas em todo o mundo, com alto custo de produção, terem fechado − ou virem a fechar − definitivamente suas portas, gerando novas oportunidades de fornecimento dos produtos brasileiros. Além disso, os investimentos do setor em tecnologia, nos últimos anos, garantiram a produtividade e a qualidade dos produtos brasileiros, diferenciais de mercado já reconhecidos internacionalmente.

Leia o artigo completo no arquivo PDF

Últimas Notícias

CMPC obtém licença prévia para fábrica de celulose de R$ 27 bilhões no Rio Grande do Sul

Autorização ambiental para o Projeto Natureza da CMPC, reresenta uma etapa importante para o empreendimento

Congresso ABTCP 2026 destaca competitividade, inovação e sustentabilidade no segundo dia

O ABTCP 2026 reuniu profissionais e especialistas em uma programação marcada por discussões sobre competitividade, inovação, transformação digital, sustentabilidade e eficiência industrial

14ª Semana de Celulose e Papel de Três Lagoas: segundo dia aprofunda inovação em processo e sustentabilidade 

Segundo dia da Semana de Celulose e Papel aprofundou temas técnicos e debate sobre competitividade sustentável

Branded Contents

Como a Ambipar otimiza a gestão hídrica na indústria de papel e celulose através da dragagem sustentável

A Ambipar oferece serviços de dragagem hidráulica com desaguamento em geobags

LEMI Soluções Industriais: engenharia, previsibilidade e segurança para operações de alta criticidade

Especializada em grandes paradas, ampliações e projetos de alta complexidade, a Lemi atende importantes grupos

Compartilhar

Newsletter

Mantenha-se Atualizado!

Assine nossa newsletter gratuita e receba com exclusividade notícias e novidades