Pilares Da Economia De Baixo Carbono

Embora a rota que levará ao controle do aquecimento global já esteja 
sendo traçada por todos os atores envolvidos na pavimentação 
da economia de baixo carbono – como demonstram as tratativas 
negociadas na COP27, realizada em novembro último, no Egito –, 
a mobilização conjunta não minimiza outra demanda igualmente 
importante: a necessidade de intensificar as transformações que 
resultarão no objetivo almejado. “Ainda estamos bem longe 
da transição para uma economia de baixo carbono. Segundo 
as últimas projeções, considerando as políticas atuais e o atingimento de todos os compromissos empresariais assumidos até o momento, o aquecimento global será de 2,8 ºC até o final do século. Ou seja, por mais que estejamos na direção certa, ainda nos falta acelerar o ritmo da transição”, constata Felipe Salgado, sócio-diretor da KPMG dedicado ao tema de descarbonização. 
Salgado revela que o enfoque à descarbonização não é algo recente na KPMG. 
Há muitos anos, o portfólio inclui serviços de elaboração e verificação de inventários de gases de efeito estufa (GEE). “O fato é que, até pouco tempo atrás, poucas empresas possuíam iniciativas relacionadas ao tema que fossem além da contabilização e do reporte das emissões de suas atividades. Em 2020, a KPMG se reposicionou e ampliou o espectro de soluções voltadas a essa agenda tão importante. Com a evolução das discussões climáticas, a urgência para reverter o ritmo das emissões e limitar o aquecimento global a até 1,5 ºC, associada à necessidade da adesão governamental e empresarial nesse movimento, estruturamos o Hub de Descarbonização, que nos possibilita atender a essa demanda crescente por soluções no tema, suportando nossos clientes 
com ainda mais qualidade, agilidade e conhecimento técnico de um time de especialistas”, resume sobre o trabalho que vem acompanhando os desdobramentos atuais.
Na entrevista a seguir, o executivo comenta como o setor empresarial avança 
na implantação prática das mudanças que levarão ao objetivo almejado e estende a análise ao posicionamento do Brasil no cenário global.

Leia a entrevista no PDF
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Caroline Martin
Jornalista com 17 anos de experiência, sendo 6 deles em redação e 11 como freelancer. Formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo, teve o seu desenvolvimento profissional focado em redação e edição de conteúdos para editorias variadas de veículos impressos e online. O contato com a indústria de celulose e papel teve início em 2010, quando começou a atuar como repórter da revista O Papel, publicação mensal da Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel (ABTCP), que hoje circula nas versões impressa e digital. Desde então, produz reportagens técnicas relacionadas à cadeia produtiva do setor, incluindo análises de mercado, inovações tecnológicas e perfis profissionais. Em 2015, foi vencedora do Prêmio Especialistas — Categoria Papel e Celulose, promovido pela revista Negócios da Comunicação.

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