Reservas Particulares do patrimônio natural exercem contribuição crescente à conservação da biodiversidade

As RPPNs no contexto da crise climática e da perda de biodiversidade

Criadas de forma voluntária por pessoas físicas ou jurídicas, as Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) contemplam uma categoria de unidade de conservação do grupo de uso sustentável – sendo que alguns estados já se enquadram como sendo de proteção integral –, cujo principal objetivo é a conservação da biodiversidade.

De acordo com o Relatório de Biodiversidade da Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ) mais recente, Suzano, Bracell, Klabin, Sylvamo e Veracel estão entre as empresas associadas responsáveis pela manutenção de RPPNs, distribuídas em diferentes regiões do País, somando uma área total de 50 mil hectares, que fazem parte dos 6,91 milhões de hectares de vegetação natural que o setor conserva, junto com Áreas de Preservação Permanente (APP) e Reserva Legal (RL).

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Outros indicadores que contribuem para a conservação da biodiversidade são os 30,9 mil hectares que o setor atuou para a recuperação com vegetação natural, em 2020, R$ 686 milhões investidos em programas socioambientais, incluindo monitoramento, pesquisa científica, educação ambiental e ecoturismo, e 6,80 milhões de hectares certificados, o que inclui áreas para fins de conservação das empresas e áreas de efetivo plantio comercial, por selos internacionalmente reconhecidos, como o FSC e o Cerflor/PEFC.

Na avaliação de Jorge Velloso, superintendente da Fundação Biodiversitas, há espaço para um intercâmbio ainda mais produtivo. “O Brasil é o único País do mundo que tem uma política pública que permite à iniciativa privada criar uma unidade de conservação que se encaixe dentro do Sistema Nacional de Unidade de Conservação (SNUC). A aproximação dos diferentes atores que atuam com esse propósito tem muito a agregar à conservação da biodiversidade.”

Na entrevista a seguir, Velloso detalha como a interação entre o setor de árvores cultivadas e o movimento RPPNista pode alavancar as frentes de trabalho em andamento e antecipa informações sobre o VII Congresso Brasileiro de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), que será realizado nos dias 22 e 23 de julho, em Minas Gerais, e debaterá o papel das RPPNs no contexto da crise climática e da perda de biodiversidade.

MOSTRAR A QUANTIDADE E A VARIEDADE DE ESPÉCIES DA FAUNA E DA FLORA NACIONAIS QUE ESTÃO SENDO PROTEGIDAS NOS 9 MILHÕES DE HECTARES DE ÁRVORES PLANTADAS QUE O SETOR FLORESTAL DETÉM HOJE É UMA FORMA DE DESMISTIFICAR ANTIGOS DISCURSOS

VII Congresso Brasileiro de Reservas Particulares do Patrimônio Natural

Data: 22 e 23 de julho de 2025
Local: Minas Tênis Clube – Belo
Horizonte (MG)
Mais informações:
https://congressorppn.com.br/

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Caroline Martin
Jornalista com 17 anos de experiência, sendo 6 deles em redação e 11 como freelancer. Formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo, teve o seu desenvolvimento profissional focado em redação e edição de conteúdos para editorias variadas de veículos impressos e online. O contato com a indústria de celulose e papel teve início em 2010, quando começou a atuar como repórter da revista O Papel, publicação mensal da Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel (ABTCP), que hoje circula nas versões impressa e digital. Desde então, produz reportagens técnicas relacionadas à cadeia produtiva do setor, incluindo análises de mercado, inovações tecnológicas e perfis profissionais. Em 2015, foi vencedora do Prêmio Especialistas — Categoria Papel e Celulose, promovido pela revista Negócios da Comunicação.

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