Com os resultados do primeiro semestre de 2009, o setor de celulose e papel já consegue fazer um diagnóstico dos efeitos da crise financeira internacional e voltar a planejar o futuro.
O mercado brasileiro prepara-se para uma demanda cada vez maior por produtos de papéis reciclados. Com leis federais sendo propostas e um projeto de norma em andamento, a expectativa é de que mais empresas e também o poder público passem a investir nesse segmento.
Inovação ocorre apenas quando o conhecimento existente, seja de cunho técnico, tecnológico, de gestão ou o que quer que seja, é utilizado para a geração de aplicações úteis para a sociedade, e, por consequência, numa lógica capitalista, com geração de ganhos financeiros para alguém.
Uma pesquisa publicada em março pela consultoria Deloitte apontou que, das 259 empresas brasileiras consultadas, 86% estavam ou já estiveram envolvidas em algum processo de reorganização.
O tom de otimismo voltou às mesas de debate do setor brasileiro de celulose e papel, em abril, com a divulgação dos resultados de março. Até mesmo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante as comemorações dos 110...
Investimentos em equipamentos e no fechamento de circuitos muitas vezes não se pagam, mas as companhias do setor acreditam que devem preocupar-se com o meio ambiente e pensar no futuro, quando a água poderá não ser mais tão acessível
Enquanto a celulose brasileira de eucalipto é, disparada, a mais competitiva do mundo, o papel fabricado no País ainda enfrenta desafios que vão além da infraestrutura interna e da qualidade técnica, como o amadurecimento de mercados no exterior e a consolidação de empresas
O fechamento do primeiro trimestre de 2009 confirmou os principais obstáculos a serem superados pelos produtores de celulose e papel diante da crise internacional: diminuição de demanda dos principais mercados de celulose, preços em queda, menor produção de papel e pouco crédito disponível no mercado.
Diante do atual cenário da economia mundial, a Bracelpa ainda não tem elementos suficientes para apresentar previsões relativas ao setor de celulose e papel do País em 2009, principalmente porque os níveis de estoques mundiais e nacionais de celulose continuam muito altos e os mercados ainda estão muito instáveis, o que interfere na comercialização de fibra e também no consumo de papel.
A área de Recursos Humanos, talvez por influência da legislação trabalhista complexa e mutável com a qual as empresas têm convivido, tem sido apenas uma área operacional das organizações. Agora, devido à importância do conhecimento, associado às pessoas em todos os níveis e não apenas nos escalões mais elevados, há um movimento para a adoção do chamado RH estratégico.
Uma das queixas mais constantes do setor industrial brasileiro refere-se à alta carga tributária, que, no Brasil, pressiona não só a produção, mas também os novos investimentos feitos no País.
Com o acordo, o setor ganha previsibilidade tarifária e ambiente institucional mais estruturado para acessar o mercado europeu, em meio à reconfiguração do comércio internacional.