12ª Semana de Celulose e Papel de Três Lagoas debate a tecnologia como catalisadora de resultados sustentáveis

Evento anual promovido pela ABTCP no Mato Grosso do Sul reúne integrantes da cadeia produtiva da indústria de celulose e papel

Teve início hoje a 12ª Semana de Celulose e Papel de Três Lagoas, evento realizado na fábrica da Suzano, instalada na cidade sul-matogrossense, de 20 a 22 de agosto. A edição mais recente do evento promovido pela Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel (ABTCP) aborda a tecnologia como impulsionadora de resultados sustentáveis do setor de base florestal.

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Ao abrir o evento, Viviane Nunes, head of Educational da Universidade Setorial ABTCP, destacou que, a cada edição, a entidade dedica-se a montar um programa atual, que atenda às demandas vivenciadas pelas empresas do setor. “O nosso propósito é compartilhar as últimas tendências tecnológicas com os profissionais que atuam no setor, ampliando o conhecimento sobre práticas e conceitos inovadores já disponíveis”, pontuou, informando que a programação a ser realizada na Suzano contempla apresentações distribuídas em seis painéis: Celulose, Gente e Gestão, Meio Ambiente, Recuperação e Utilidades, Papel e Indústria 5.0.

O programa ainda inclui palestras gratuitas a estudantes da região, que serão concedidas no auditório da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), no dia 21 de agosto. “Queremos mostrar as inúmeras oportunidades que a indústria de base florestal oferece, ao mesmo tempo em que contribuímos com o processo de capacitação técnica”, frisou Viviane.

Para a Suzano, sediar a 12ª edição da Semana de Celulose e Papel Três Lagoas é motivo de orgulho, conforme ressaltou Eduardo Ferraz, diretor de Operações Industriais da Suzano Três Lagoas. “Este evento, já tradicional na cidade, mais uma vez traz um tema atual e relevante, que é o de aliar o uso das novas tecnologias à sustentabilidade. Nada mais justo que estejamos na vanguarda das discussões em torno do futuro do setor”, disse, aproveitando para agradecer aos organizadores e a todos os palestrantes, moderadores e participantes que dedicam parte do seu tempo para dividir suas experiências, visando buscar as melhores práticas para a indústria como um todo.

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Moderadora do Painel Celulose, Ana Beatriz da Paixão Ribeiro, gerente de Qualidade da Suzano Três Lagoas, destacou que a tecnologia desempenha um papel crucial em transformar a forma como a indústria opera. “Quando olhamos a produção de celulose, entendemos que a otimização dos recursos será vital para a continuidade dos negócios. Atualmente, ganhos de eficiência, produtividade e soluções sustentáveis são uma característica do setor, que se adapta e inova constantemente, reforçando a importância do encontro deste ano e mostrando na prática como utilizamos tecnologia para construir o futuro.”

Rafael Bortolan, especialista de Aplicação Sênior da Kemira, esteve entre os palestrantes do primeiro dia do evento, no Painel Celulose. O ponto principal da apresentação foi uma tecnologia que a Kemira está apresentando ao mercado sobre monitoramento online de partículas hidrofóbicas no processo de produção de celulose. Ele detalhou as demandas que impulsionaram o desenvolvimento do equipamento, o princípio de funcionamento e as referências que a empresa já tem de aplicações industriais. “Eventos como a Semana de Celulose e Papel de Três Lagoas são essenciais para o desenvolvimento do nosso setor, pois é uma oportunidade onde fabricantes, fornecedores e acadêmicos trazem temas extremamente relevantes, dividindo conhecimento, trocando experiências e estreitando contatos”, sublinhou.

Já Lara Trevizan Perez, médica do Trabalho da Eldorado Brasil Celulose, participou do Painel Gente e Gestão e discorreu sobre o Programa Ritmo Certo, cujo objetivo é a prevenção e o controle das doenças cardiovasculares e suas complicações. “A transição para práticas mais sustentáveis e digitalizadas exige uma mudança cultural dentro da organização. E, nesse ponto, está a necessidade de conhecer individualmente o colaborador, entender o que faz sentido para ele e desenhar uma reestruturação de ferramentas comportamentais no seu modo de vida, assim como nos processos de trabalho tradicionais. Desta forma, criam-se valores compartilhados para todas as partes interessadas. Equilibrar interesses diversos e garantir que todos se beneficiem das mudanças é essencial para sustentar iniciativas de longo prazo”, detalhou a palestrante.

Ana Beatriz destacou que a tecnologia desempenha um papel crucial em transformar a forma como a indústria opera Crédito Luana Francis

Mais informações: https://www.universidadesetorialabtcp.org.br/loja-eventos/evento-12semana-082024/semanadopapel-detail

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Caroline Martin
Jornalista com 17 anos de experiência, sendo 6 deles em redação e 11 como freelancer. Formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo, teve o seu desenvolvimento profissional focado em redação e edição de conteúdos para editorias variadas de veículos impressos e online. O contato com a indústria de celulose e papel teve início em 2010, quando começou a atuar como repórter da revista O Papel, publicação mensal da Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel (ABTCP), que hoje circula nas versões impressa e digital. Desde então, produz reportagens técnicas relacionadas à cadeia produtiva do setor, incluindo análises de mercado, inovações tecnológicas e perfis profissionais. Em 2015, foi vencedora do Prêmio Especialistas — Categoria Papel e Celulose, promovido pela revista Negócios da Comunicação.

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