29º Seminário de Recuperação e Energia, promovido pela Universidade Setorial ABTCP, destaca curva de aprendizagem e eficiência operacional dos projetos

Evento evidenciou os avanços do setor rumo a uma operação cada vez mais sustentável

Colaboração Izaque Vieira – Essencial para quem busca resultados operacionais consistentes, o tradicional Seminário de Recuperação e Energia, em sua 29ª edição, foi marcado por temas atuais e altamente relevantes. O encontro apresentou cases sobre tecnologias que não apenas aumentam a eficiência das plantas, mas também contribuem diretamente para a descarbonização das operações.

Realizado no dia 25 de junho, na unidade da Suzano em Imperatriz (MA), o seminário teve a moderação de Ronaldo Esteves, gerente de utilidades, e Annibal Britto, gerente de manutenção, ambos da companhia. O evento da Universidade Setorial ABTCP reuniu mais de 75 profissionais do setor.

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Para Ronaldo Esteves, o ponto alto da edição foi a apresentação de soluções voltadas à descarbonização. Entre os destaques, ele mencionou a gaseificação como um modelo promissor. “Trata-se de uma tecnologia que utiliza uma fonte renovável para substituir combustíveis fósseis. Ver esse tipo de iniciativa num evento voltado à energia e recuperação foi, sem dúvida, enriquecedor.”

Ele também destacou a palestra da Valmet sobre a primeira planta de evaporação de oito efeitos da América do Sul. “Foi alcançada uma qualidade excepcional no condensado, o que se traduz em diversos ganhos, inclusive energéticos, para plantas que implementam esse nível de tratamento.”

Segundo Esteves, a profundidade técnica e a clareza das apresentações contribuíram significativamente para a geração de insights. “Durante o evento, um colega compartilhou um problema e eu imediatamente soube de uma solução compatível. Coloquei os profissionais em contato, e naquele momento já estavam conversando para viabilizar a aplicação em uma unidade produtora no Brasil. Reunir um grupo disposto a compartilhar experiências, inovações, desafios e soluções traz um enorme ganho coletivo. O evento foi marcado por uma troca honesta e transparente, tanto sobre os obstáculos enfrentados quanto sobre os bons resultados financeiros e ambientais alcançados”, avaliou.

Michael Robert Mota, da Suzano Imperatriz, que falou sobre especialização em recuperação e utilidades e lidera o programa de formação de melhorias operacionais Boinas Verdes, também comentou a relevância do seminário. Vale destacar que o Boinas Verdes compreende uma pós-graduação desenvolvida especialmente para esse grupo por meio de uma parceria entre a Universidade Setorial ABTCP e a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).

“Acompanhamos o case da otimização do sistema de combustão da Eldorado, que trouxe uma abordagem prática e de investimento, mostrando como é possível melhorar. Tivemos ainda contribuições da Andritz e da Veolia, com foco em monitoramento de sistemas, tratamento de água e capacitação de pessoas. A participação da Clyde Industries também foi valiosa, ao abordar equipamentos sob a ótica do dia a dia operacional.”

Segundo Mota, o destaque foi justamente a integração entre tecnologia, operação e equipe. “A otimização do sistema de combustão demonstrou como o envolvimento da equipe de operação, aliado ao investimento certo e ao acompanhamento técnico, gera ótimos resultados. Vimos tecnologia, competência e engajamento juntos no processo.”

Ele ressaltou ainda o diferencial desta edição: a presença ativa da equipe operacional. “Em anos anteriores, o evento era mais voltado à gestão, especialistas e engenheiros. Desta vez, tivemos a operação presente, o que trouxe uma visão real do cotidiano fabril, conectada às novas tecnologias e às soluções do mercado. Isso cumpriu o propósito do seminário, ao apresentar temas reais, tecnologias aplicáveis e promover o networking.”

Mota finalizou enfatizando a importância dessa troca entre profissionais de diferentes regiões. “Reunimos pessoas de várias fábricas e estados, que puderam discutir desafios e soluções. Manter esse modelo nas próximas edições do Seminário de Recuperação e Energia é essencial, pois conseguimos conectar necessidades, tecnologias e soluções em um único ambiente.”

Entre os palestrantes do Seminário de Recuperação e Energia, estiveram:

  • Alexandre Lelis de Medeiros, Eldorado Brasil – Otimização do Sistema de Combustão da Caldeira de Recuperação

  • Leandro Ohara, Bracell – Desafios Operacionais da Planta de Evaporação entre Campanhas de Paradas Gerais

  • Arthur Alves, Eldorado Brasil – Obstrução no Sector Cooler e Ações Mitigatórias

  • Vinicius Tebaldi Almeida, Suzano Ribas do Rio Pardo – Gaseificação e a Redefinição do Desempenho Operacional em Fornos de Cal


Do lado dos fornecedores de tecnologia, os temas abordados incluíram:

  • Monitoramento de SopradoresDiogo Dias, Andritz

  • Sopradores de Fuligem: Do Projeto à Eficiência – Como o Desenvolvimento Tecnológico Impacta a Economia de Energia e o Desempenho OperacionalAlexandre Baiero, Clyde Industries

  • Primeira Planta de Evaporação de 8 Efeitos da América do SulCarla Fonseca, Valmet

  • Contingências para Contaminações em Caldeiras de RecuperaçãoCristiano Cavalheiro, Veolia


Os participantes também visitaram as instalações da unidade da Suzano, em Imperatriz.

O 29º Seminário de Recuperação e Energia contou com o patrocínio das empresas Andritz, Clyde Industries, Valmet e Veolia, além do apoio da Suzano, que cedeu o espaço para a realização do evento.

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Thais Negri Santi

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