Crescimento da circularidade na indústria florestal

Profissionais de destaque em suas áreas de atuação apresentam potencial dos desdobramentos atuais

A fim de tornar o conteúdo técnico ainda mais relevante ao público do 55º Congresso Internacional de Celulose e Papel — ABTCP 2023, a principal entidade técnica do setor convidou profissionais de destaque em suas áreas de atuação para abordar temas atuais que prometem transformações ao setor de base florestal, com enfoque para o crescimento da circularidade na indústria florestal.

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Pedro Fardim, professor na universidade belga KU Leuven e presidente da Associação EPNOE, foi um dos keynotes participantes do evento e discorreu sobre o futuro de materiais celulósicos com ênfase no desenvolvimento de novos produtos. Ao comentar a relevância do tema, ele esclareceu que a celulose é um polissacarídeo aprimorado pela natureza por milhões de anos para agir como estocagem de carbono e como material funcional útil para diversas aplicações de grande importância para o avanço de sustentabilidade e bem-estar da humanidade.

“A indústria de celulose e papel vive um momento de oportunidade única para desenvolver novos produtos e aplicações direcionados a substituir plásticos e materiais não sustentáveis”
Pedro Fardim

“A indústria de celulose e papel vive um momento de oportunidade única para desenvolver novos produtos e aplicações direcionados a substituir plásticos e materiais não sustentáveis”, disse Pedro Fardim. A funcionalidade da fibra celulósica, contudo, ainda é pouco explorada pela indústria, a exemplo das oportunidades advindas das fibras flexíveis e termo moldáveis para aplicação em embalagens, espumas à base de fibras com propriedades corta-fogo destinadas à construção civil, aviação e indústria automobilística”, elencou.

Já o keynote Roberto Villarroel, gerente funcional de Processo da Eldorado, direcionou o enfoque à qualidade do vapor produzido, um dos aspectos de maior preocupação na geração de energia e integridade das caldeiras de recuperação e turbo geradores das fábricas de celulose.

“O conceito de purificação do vapor, a partir do uso de um condensador dedicado, geralmente geralmente de Dolezal, em alusão ao seu inventor, tem sido uma solução consagrada há mais de 80 anos, contribuindo de forma objetiva a manter os standards de qualidade necessários”, contextualizou ele, adicionando que a evolução da tecnologia e o aumento do tamanho das caleiras têm levado ao desenvolvimento de novas estratégias para conciliar os benefícios de manter altos standards de qualidade de forma segura.

A importância de identificar e buscar soluções para riscos na implementação de projetos comercias de biorrefinarias foi abordada pela keynote Luana Dessbesell, professora assistente da Aalto University, na Finlândia. 

“O caminho da inovação na bioeconomia é complexo e repleto de desafios. Partir de uma ideia do laboratório para a criação de uma nova tecnologia, produto ou até cadeia de valor pode levar mais de 20 anos. No decorrer da minha carreira como especialista de biorrefinarias, fiz muitos projetos de  para identificar esses riscos. Já na minha vida acadêmica, tive a oportunidade de desenvolver novas tecnologias e viver diariamente esses desafios”, compartilhou com os presentes, ao relatar diversos estudos de caso e evidências que demostram boas práticas para resolver os desafios do contexto atual.  

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Nota

A edição de novembro da revista O Papel contará com uma Reportagem Especial sobre as apresentações dos nove keynotes participantes do ABTCP 2023. Não deixe de conferir!

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Caroline Martin
Jornalista com 17 anos de experiência, sendo 6 deles em redação e 11 como freelancer. Formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo, teve o seu desenvolvimento profissional focado em redação e edição de conteúdos para editorias variadas de veículos impressos e online. O contato com a indústria de celulose e papel teve início em 2010, quando começou a atuar como repórter da revista O Papel, publicação mensal da Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel (ABTCP), que hoje circula nas versões impressa e digital. Desde então, produz reportagens técnicas relacionadas à cadeia produtiva do setor, incluindo análises de mercado, inovações tecnológicas e perfis profissionais. Em 2015, foi vencedora do Prêmio Especialistas — Categoria Papel e Celulose, promovido pela revista Negócios da Comunicação.

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