Produtos de maior valor agregado, como papel higiênico de folha dupla e toalhas de papel, estão cada vez mais presentes no lar do consumidor brasileiro. O principal impulso para isso é o crescimento da renda no País. Afinal, quando se ganha mais, os produtos colocados no carrinho de compras também são de melhor qualidade. É assim que funciona o lado consumista do brasileiro: em vez de preço baixo, mais qualidade a preço razoável!
Quem confirma essa “máxima” do marketing é Fernando Pinheiro, diretor-presidente da Copapa, fabricante do Rio de Janeiro. “O aumento do nível de renda e a percepção de qualidade pelo consumidor têm provocado um acelerado crescimento, mês a mês, dos produtos de folha dupla no mercado”, pontua. Apesar disso, o volume de vendas de papéis sanitários de folha dupla ainda é baixo se comparado ao dos produtos de folha simples.
“O brasileiro já começa a perceber que a diferença de preço entre um papel de folha simples e um de folha dupla não é tão grande se considerada a relação custo–benefício. A partir disso, o consumidor nacional começa, aos poucos, um processo de migração de consumo para os produtos de melhor qualidade”, explica Pinheiro.
A mudança do perfil do consumidor é em grande parte reforçada pela melhoria da renda per capita do brasileiro – afirmativa confirmada pelas pesquisas de marketing encomendadas pelos fabricantes de papéis tissue, que mostram a curva ascendente do consumo alinhada ao aumento da renda per capita. “O segmento tissue cresce proporcionalmente ao aumento de renda. Segundo nossa projeção, a massa de rendimentos do brasileiro neste ano irá crescer 5,6%, sinalizando que 2010 será bom para as vendas dos produtores do setor”, prevê Bruno Rezende, analista do setor de celulose e papel da consultoria Tendências.
Maximino Tormen, diretor da Ouro Verde, fabricante de papéis sanitários do Rio Grande do Sul, também vê a inclusão da classe C no mercado consumidor como um grande impulso nas suas vendas. “Vemos com muito otimismo o potencial de crescimento do mercado brasileiro, que, comparado ao de outros países, ainda mostra um baixo consumo de tissue por pessoa”, diz.
Sendo assim, um dos grandes desafios dos fabricantes nacionais de papel tissue ainda está em utilizar tecnologias que permitam baixo custo de produção simultaneamente à melhoria da qualidade do papel. “O objetivo dos fabricantes agora é atender a todas as classes sociais, e não apenas à média à e à alta, atualmente as maiores consumidoras do produto tissue”, afirma Nestor de Castro Neto, presidente da Voith Paper América do Sul, fornecedora de equipamentos para o segmento.
Para que isso seja possível, argumenta o executivo, deve ser disponibilizado ao mercado maquinário que ajude a superar esse desafio, a exemplo de uma das inovações tecnológicas apresentadas pelos fornecedores de equipamentos e máquinas que visa diminuir o custo de produção e proporcionar o menor consumo possível de energia no processo, mas mantendo a qualidade do papel.
Dineo Silvério, diretor comercial da fabricante de equipamentos para conversão de tissue, Fabio Perini Brasil, conta: “É difícil acreditar, mas ainda hoje existe muita gente que não consome papel higiênico”! É fato, porém, que “quem começa a ter oportunidade de usar o produto, pela melhoria da renda, nunca mais deixa de fazê-lo, pois este vira um item de primeira necessidade”, diz ele.
Por isso, o desenvolvimento econômico está diretamente ligado ao aumento do consumo de tissue, promovendo no setor um ciclo sempre virtuoso na cadeia de tissue – do papel de folha simples ao produto de mais alto valor agregado. “Quem consumia papel popular agora passa a comprar o de folha simples de qualidade; quem comprava o de folha simples bom agora quer o de folha dupla e assim sucessivamente”, analisa o executivo da Perini Brasil, que integra hoje o Grupo Körber PaperLink.
O otimismo é tão grande que Silvério já comemora os resultados do ano, mesmo estando ainda perto do final do primeiro semestre. “Em 2010, vamos registrar a nossa maior venda de máquinas no Brasil em 36 anos de história!”, antecipa. Para o segmento tissue, as perspectivas de crescimento são proporcionalmente muito boas, com crescimento da produção em toneladas entre 6% e 7% neste ano sobre o volume de 2009.
Leia o artigo completo no arquivo PDF.
Quem confirma essa “máxima” do marketing é Fernando Pinheiro, diretor-presidente da Copapa, fabricante do Rio de Janeiro. “O aumento do nível de renda e a percepção de qualidade pelo consumidor têm provocado um acelerado crescimento, mês a mês, dos produtos de folha dupla no mercado”, pontua. Apesar disso, o volume de vendas de papéis sanitários de folha dupla ainda é baixo se comparado ao dos produtos de folha simples.
“O brasileiro já começa a perceber que a diferença de preço entre um papel de folha simples e um de folha dupla não é tão grande se considerada a relação custo–benefício. A partir disso, o consumidor nacional começa, aos poucos, um processo de migração de consumo para os produtos de melhor qualidade”, explica Pinheiro.
A mudança do perfil do consumidor é em grande parte reforçada pela melhoria da renda per capita do brasileiro – afirmativa confirmada pelas pesquisas de marketing encomendadas pelos fabricantes de papéis tissue, que mostram a curva ascendente do consumo alinhada ao aumento da renda per capita. “O segmento tissue cresce proporcionalmente ao aumento de renda. Segundo nossa projeção, a massa de rendimentos do brasileiro neste ano irá crescer 5,6%, sinalizando que 2010 será bom para as vendas dos produtores do setor”, prevê Bruno Rezende, analista do setor de celulose e papel da consultoria Tendências.
Maximino Tormen, diretor da Ouro Verde, fabricante de papéis sanitários do Rio Grande do Sul, também vê a inclusão da classe C no mercado consumidor como um grande impulso nas suas vendas. “Vemos com muito otimismo o potencial de crescimento do mercado brasileiro, que, comparado ao de outros países, ainda mostra um baixo consumo de tissue por pessoa”, diz.
Sendo assim, um dos grandes desafios dos fabricantes nacionais de papel tissue ainda está em utilizar tecnologias que permitam baixo custo de produção simultaneamente à melhoria da qualidade do papel. “O objetivo dos fabricantes agora é atender a todas as classes sociais, e não apenas à média à e à alta, atualmente as maiores consumidoras do produto tissue”, afirma Nestor de Castro Neto, presidente da Voith Paper América do Sul, fornecedora de equipamentos para o segmento.
Para que isso seja possível, argumenta o executivo, deve ser disponibilizado ao mercado maquinário que ajude a superar esse desafio, a exemplo de uma das inovações tecnológicas apresentadas pelos fornecedores de equipamentos e máquinas que visa diminuir o custo de produção e proporcionar o menor consumo possível de energia no processo, mas mantendo a qualidade do papel.
Dineo Silvério, diretor comercial da fabricante de equipamentos para conversão de tissue, Fabio Perini Brasil, conta: “É difícil acreditar, mas ainda hoje existe muita gente que não consome papel higiênico”! É fato, porém, que “quem começa a ter oportunidade de usar o produto, pela melhoria da renda, nunca mais deixa de fazê-lo, pois este vira um item de primeira necessidade”, diz ele.
Por isso, o desenvolvimento econômico está diretamente ligado ao aumento do consumo de tissue, promovendo no setor um ciclo sempre virtuoso na cadeia de tissue – do papel de folha simples ao produto de mais alto valor agregado. “Quem consumia papel popular agora passa a comprar o de folha simples de qualidade; quem comprava o de folha simples bom agora quer o de folha dupla e assim sucessivamente”, analisa o executivo da Perini Brasil, que integra hoje o Grupo Körber PaperLink.
O otimismo é tão grande que Silvério já comemora os resultados do ano, mesmo estando ainda perto do final do primeiro semestre. “Em 2010, vamos registrar a nossa maior venda de máquinas no Brasil em 36 anos de história!”, antecipa. Para o segmento tissue, as perspectivas de crescimento são proporcionalmente muito boas, com crescimento da produção em toneladas entre 6% e 7% neste ano sobre o volume de 2009.
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