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Sustentabilidade é prioridade no setor de base florestal

No Dia Mundial do Meio Ambiente, o setor apresenta, por mais um ano seguido, resultados positivos em relação ao desenvolvimento sustentável

Na atualidade, o termo sustentabilidade tem se tornado cada vez mais importante para a sociedade. Em meio aos relevantes impactos climáticos como as recentes chuvas no Rio Grande do Sul, que deixaram cidades inteiras debaixo d’água, é preciso ter um olhar cada vez mais atento às práticas sustentáveis, principalmente dentro das empresas. As empresas do setor de base florestal estão entre as que mais publicam relatórios de sustentabilidade, tendo uma preocupação especial com a aplicação das políticas ESG e decorrente minimização ou eliminação dos impactos causados ao meio ambiente.

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De acordo com o relatório da Ibá – Indústria Brasileira de Árvores, o setor de base florestal tem estado do lado correto da equação quando se trata de mitigar as mudanças climáticas, sendo um agente de impacto positivo no balanço climático.

O setor atua centrado na capacidade ecofisiológica das árvores de remover e estocar gás carbônico da atmosfera na sua biomassa. Isso acontece tanto nas árvores cultivadas, quanto nas áreas de floresta natural e no solo. São 1,82 bilhão de toneladas de dióxido de carbono equivalentes estocados (CO₂eq) em suas florestas produtivas e 2,98 bilhões de toneladas CO₂eq nas florestas naturais para fins de conservação.

Os produtos do setor de celulose e papel também têm um grande protagonismo no clima, tendo sua matriz elétrica majoritariamente renovável, reutilizando insumos ao longo de seu processo industrial e estocando carbono na composição de seus produtos e substituindo outros cujo insumo principal é de fonte fóssil, evitando emissões.

No que tange aos recursos hídricos, em 2022, cerca de 82% da água captada para uso nas fábricas de celulose e papel retornava para o corpo d'água após tratamento. Hoje essa marca já foi superada, ultrapassando os 82%, de acordo com o relatório da Ibá.

Além disso, são adotadas as boas práticas como prevenção e mitigação da erosão em áreas próprias, a colheita sustentável, que deixa resíduos como cascas, folhas e galhos protegendo o solo e, principalmente, o plantio em mosaico, que intercala áreas de conservação e de produção em nível de paisagem, além de restaurar nascentes e demais APPs – Áreas de Preservação Permanente.

O resultado da soma de todas essas práticas para a biodiversidade é essencial, segundo dados históricos de monitoramento obtidos pela Ibá, quando mais de 8,3 mil espécies da fauna e da flora foram registradas em áreas pertencentes ao setor de base florestal.

Setor de base florestal e a geração de energia limpa

Falando de energia, o setor de celulose e papel tem como prática predominante a autogeração de energia que, em boa parte dos casos, tem seu excedente exportado para a rede de distribuição de energia elétrica.

Segundo Marcio Funchal, administrador de empresas, mestre em Administração Estratégica, especialista em Planejamento e Gerenciamento Estratégico e colunista da Revista O Papel, em seu relatório de tendências para 2024, produzido em parceria com o portal Mais Floresta, um exponencial aumento da quantidade de projetos de geração de energia, principalmente vapor superaquecido para uso industrial, baseada em madeira em todo o Brasil deve ocorrer no setor.

Ainda conforme Funchal, as oportunidades para uso de plantios comerciais de múltiplos gêneros e espécies em projetos de restauração ambiental devem aumentar, especialmente na Região da Amazônia Legal e Cerrado. Esse cenário está pavimentado junto à ampliação das Políticas Nacionais de Mudanças Climáticas, que vem estabelecendo critérios em variadas frentes de negócios, em especial no setor de base florestal, que já adota essas práticas.

Por fim, no tocante ao crédito, diz Funchal, a atual Política Industrial para concessão de crédito do BNDES está bastante alinhada com o modelo de negócios de todo o setor de base florestal, que pontua: esse fator deve facilitar o financiamento nos seguintes eixos estratégicos:

a) Cadeias agroindustriais sustentáveis e digitais para a segurança alimentar, nutricional e energética; b) Transformação digital da indústria para ampliar a produtividade; c) Bioeconomia, descarbonização, e transição e segurança energéticas para garantir os recursos para as futuras gerações.

O resultado é um setor alinhado e preparado para continuar se desenvolvendo de forma sustentável, com capacidade de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações através da preservação do meio ambiente.

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