Suzano integra frentes ambientais e sociais à competitividade da operação de Imperatriz-MA

Cases em curso mostram avanços práticos da atuação baseada em sustentabilidade

A unidade fabril da Suzano, instalada em Imperatriz-MA, desponta como modelo de operação integrada que fortalece a competitividade da companhia em diferentes frentes. Responsável por uma produção anual de 1,7 milhão de toneladas de celulose e 60 mil toneladas de papel tissue — e dispondo de uma área florestal de cerca de 650 mil hectares, sendo aproximadamente 280 mil hectares de plantio e 370 mil hectares de conservação, distribuídos entre os estados do Maranhão, Pará e Tocantins —, a fábrica registra índices que contribuem com os avanços ambientais almejados pela companhia.

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A redução da pegada hídrica dos produtos fabricados está entre tais objetivos. Até 2030, a Suzano persegue a meta de reduzir em 15% a captação de água de suas operações industriais. De acordo com o detalhamento de Carlos Alexandre, gerente de Meio Ambiente Industrial da empresa, desde que a água usada pela Unidade Imperatriz é captada do rio Tocantins, as práticas fabris priorizam o uso do recurso em circuito fechado. “Hoje, o nosso consumo é de 22 m³ por tonelada de celulose produzida”, informou Alexandre, durante uma visita guiada para jornalistas de diferentes regiões do Brasil. Para fins de comparação, a Suzano reporta que, em 2019, o consumo específico de água era de 27 m³ por tonelada de celulose produzida.

A estratégia ambiental da Suzano no Maranhão se estende à adoção do sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). A Fazenda Natividade, área de 2 mil hectares, situada a 41 km da fábrica de Imperatriz, é rodeada por 15 comunidades, sendo 11 delas extrativistas, e contempla plantios nativos de babaçu, árvores plantadas de eucalipto e áreas destinadas à pecuária. “Dos 220 hectares de plantio da fazenda, 110 hectares são destinados à produção de eucalipto, enquanto os outros 110 hectares são reservados para pasto.

Os plantios de eucalipto já atingiram idade suficiente para que a interação com o gado não cause nenhum impacto às árvores cultivadas e às atividades envolvidas no nosso manejo florestal. Até dezembro, devemos receber o primeiro produtor rural na área preparada para pasto”, informou Valnilson Dias Pereira, coordenador de Operações Florestais da Suzano.

A Fazenda Natividade situada nos plantios que a Suzano detém na região contempla plantios nativos de babaçu árvores plantadas de eucalipto e áreas destinadas à pecuária Foto Divulgação

Ao perseguir o propósito de renovar a vida a partir da árvore, a Suzano ainda inclui a frente social à sua estratégia de atuação. O Projeto Sumaúma Sustentável destaca-se entre os exemplos encabeçados no Maranhão: com sede em Ribamar Fiquene-MA, está localizada a Associação Frei Tadeu, responsável pelo projeto apoiado pela empresa, que beneficia mais de 600 pessoas.

Iniciado em 2025, o Sumaúma promove geração de renda e inclusão produtiva para famílias em situação de vulnerabilidade econômica, a partir de cursos de culinária e produção sustentável de queijos artesanais, derivados da apicultura e meliponicultura. Os impactos positivos proporcionados pelo apoio da Suzano ao projeto podem ser mensurados de diferentes formas, como contou Joucelita Rolim Facundes, vice-presidente de Associação Frei Tadeu e coordenadora do Projeto Sumaúma.

“Ao trazer a prática para cá, estamos disseminando consciência ambiental aos agricultores sobre os malefícios que os defensivos agrícolas podem causar às abelhas. A profissionalização das mulheres queijeiras da região também vem resultando na ampliação e variação dos produtos que elas fabricam e comercializam”, elencou.

O Projeto Pindowa, que compõe o programa de Extrativismo Sustentável desenvolvido pela companhia e beneficia mais de 4,8 mil pessoas nas comunidades vizinhas da fábrica de Imperatriz, é mais uma iniciativa da Suzano na região. “Quando a Suzano chegou à comunidade, foi fundado o Conselho das Quebradeiras de Coco da Estrada do Arroz, para organizar todas as demandas que tínhamos naquele contexto”, lembrou Bárbara Pereira da Silva, presidente da cooperativa, sobre o início da parceria, em 2013.

Quebradeiras de coco do Projeto Pindowa, que compõe o programa de Extrativismo Sustentável desenvolvido pela companhia e beneficia mais de 4,8 mil pessoas nas comunidades vizinhas da fábrica de Imperatriz

Foto: Divulgação

“Hoje, temos um empório onde disponibilizamos todos os produtos vindos da cooperativa — que incluem o extrativismo do coco babaçu, açaí e buriti, além de agricultura familiar —, dispomos de um carro dedicado às entregas dos alimentos que comercializamos aos restaurantes da região e estamos construindo a nossa sede física. Todas essas conquistas são resultado da troca que temos com a Suzano, que mantém um diálogo aberto para atender às necessidades da cooperativa e promover as melhorias”, detalhou Bárbara sobre o apoio.

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Caroline Martin
Jornalista com 17 anos de experiência, sendo 6 deles em redação e 11 como freelancer. Formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo, teve o seu desenvolvimento profissional focado em redação e edição de conteúdos para editorias variadas de veículos impressos e online. O contato com a indústria de celulose e papel teve início em 2010, quando começou a atuar como repórter da revista O Papel, publicação mensal da Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel (ABTCP), que hoje circula nas versões impressa e digital. Desde então, produz reportagens técnicas relacionadas à cadeia produtiva do setor, incluindo análises de mercado, inovações tecnológicas e perfis profissionais. Em 2015, foi vencedora do Prêmio Especialistas — Categoria Papel e Celulose, promovido pela revista Negócios da Comunicação.

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