Às margens do rio Tibagi, os visitantes que chegam a Telêmaco Borba (PR) têm uma vista curiosa: as plantações de pínus e eucaliptos em volta, a pequena cidade de um lado da montanha e, do outro, uma grande fábrica trabalhando a todo o vapor. Para complementar a paisagem, um bondinho vermelho passa cortando o céu, transportando trabalhadores desde a década de 1950. Ali, a 246 km da capital, Curitiba, está a Klabin Monte Alegre, fábrica de papel que recebeu R$ 2,2 bilhões de investimentos desde 2006 e agora está entre as dez maiores plantas integradas de papel e celulose do mundo.
O grande destaque do projeto de expansão da companhia, chamado de MA-1100, foi a chegada da máquina de papel número 9 (MP9), capaz de produzir 350 mil toneladas por ano. Com ela, a unidade passou a ser a décima maior fábrica de papéis do mundo, com capacidade de produzir 1,1 milhão de toneladas anuais de papéis para embalagens. Toda uma nova ala da fábrica precisou ser construída para abrigar o equipamento, que possui 250 m de comprimento. “Se colocássemos a máquina em pé, ficaria quase do tamanho de um prédio de cem andares”, compara João Braga, gerente de Projetos da Klabin.
A audaciosa expansão movimentou não só os moradores de Telêmaco Borba, mas toda a região. Para se ter uma ideia, entre as curiosidades do projeto está o novo descascador de madeira, com 5,3 m de diâmetro, importado da Estônia. Depois de chegar ao porto de Paranaguá, precisou ser transportado na contramão da estrada até a planta no interior do Paraná, devido ao tamanho. Além disso, outros números grandiosos recheiam as estatísticas da expansão, como desembolso de R$ 356 milhões em impostos e a geração de 4.500 empregos diretos durante a implantação do projeto. Com o MA-1100, a cidade, de 65 mil habitantes, também terá circulando mais R$ 13 milhões por ano em salários.
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O grande destaque do projeto de expansão da companhia, chamado de MA-1100, foi a chegada da máquina de papel número 9 (MP9), capaz de produzir 350 mil toneladas por ano. Com ela, a unidade passou a ser a décima maior fábrica de papéis do mundo, com capacidade de produzir 1,1 milhão de toneladas anuais de papéis para embalagens. Toda uma nova ala da fábrica precisou ser construída para abrigar o equipamento, que possui 250 m de comprimento. “Se colocássemos a máquina em pé, ficaria quase do tamanho de um prédio de cem andares”, compara João Braga, gerente de Projetos da Klabin.
A audaciosa expansão movimentou não só os moradores de Telêmaco Borba, mas toda a região. Para se ter uma ideia, entre as curiosidades do projeto está o novo descascador de madeira, com 5,3 m de diâmetro, importado da Estônia. Depois de chegar ao porto de Paranaguá, precisou ser transportado na contramão da estrada até a planta no interior do Paraná, devido ao tamanho. Além disso, outros números grandiosos recheiam as estatísticas da expansão, como desembolso de R$ 356 milhões em impostos e a geração de 4.500 empregos diretos durante a implantação do projeto. Com o MA-1100, a cidade, de 65 mil habitantes, também terá circulando mais R$ 13 milhões por ano em salários.
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