O impacto do European Green Deal às empresas de base florestal instaladas no Brasil

O Regulamento para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR), um desdobramento do “European Green Deal”, está gerando preocupações entre as empresas de base florestal no Brasil, conforme publicado pelo Jornal Valor Econômico, em matéria da jornalista Stella Fontes, em 13 de março. A reportagem aponta que a UE é o segundo maior destino das exportações brasileiras de produtos de madeira, e as novas regras podem afetar significativamente esse comércio.

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Embora o setor florestal brasileiro esteja em conformidade com muitas das normas que serão adotadas pela UE a partir de janeiro, duas exigências específicas apresentam desafios: rastreabilidade contínua da matéria-prima até o produto final e fornecimento de informações detalhadas aos compradores europeus por meio de uma plataforma tecnológica ainda não adequada para essa operação.

A indústria realizou uma missão internacional para mostrar como opera e destacar preocupações com a implementação das novas regras para representantes do Parlamento Europeu e da Comissão Europeia. Embora reconheçam a importância de elevar os padrões ambientais, os executivos do setor estão preocupados com os desafios operacionais e tecnológicos que as novas regulamentações podem trazer.

No entanto, há esperança de que as autoridades europeias possam considerar prorrogações ou ajustes nas regras para lidar com esses desafios. Outros países e produtores de outras regiões também estão envolvidos em esforços semelhantes, o que poderia levar a um diálogo bilateral no futuro próximo.

A missão internacional envolveu interlocutores de diferentes órgãos e entidades relacionadas ao setor florestal brasileiro. Entre eles a Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) e a Associação Brasileira de Embalagens em Papel (Empapel).

Reprodução:

Empapel

“O Brasil já está praticamente enquadrado em tudo. Mas em dois dos seis pilares, rastreabilidade e transferência de dados, vai depender da operacionalização [das regras]”, explica o embaixador José Carlos da Fonseca Júnior, presidente da Associação Brasileira de Embalagens em Papel (Empapel).

Ibá

“A legislação é positiva para o Brasil porque há décadas o setor já trabalha com a política de desmatamento zero. É interesse que se eleve a régua. Nossa grande bandeira na União Europeia foi dar ciência dos desafios de implementação de algumas regras, o que pode dar errado para se atingir um objetivo que todos queremos”, diz a gerente de sustentabilidade da Ibá, Camilla Maragon.

Com informações do Jornal Valor Econômico

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