"Meu interesse está no futuro porque, nele, passarei o resto da minha vida."
Charles Franklin Kettering (1876-1958), fundador da Delco e VP da General Motors Research Corporation
Após oito meses consecutivos de queda dos preços internacionais de celulose e papéis, ocorreu, em abril, um cenário misto, no qual os preços da celulose apresentaram alta na China, mas queda nos Estados Unidos e no Brasil.
Enquanto a celulose brasileira de eucalipto é, disparada, a mais competitiva do mundo, o papel fabricado no País ainda enfrenta desafios que vão além da infraestrutura interna e da qualidade técnica, como o amadurecimento de mercados no exterior e a consolidação de empresas
O fechamento do primeiro trimestre de 2009 confirmou os principais obstáculos a serem superados pelos produtores de celulose e papel diante da crise internacional: diminuição de demanda dos principais mercados de celulose, preços em queda, menor produção de papel e pouco crédito disponível no mercado.
Diante do atual cenário da economia mundial, a Bracelpa ainda não tem elementos suficientes para apresentar previsões relativas ao setor de celulose e papel do País em 2009, principalmente porque os níveis de estoques mundiais e nacionais de celulose continuam muito altos e os mercados ainda estão muito instáveis, o que interfere na comercialização de fibra e também no consumo de papel.
O projeto de expansão foi além da compra de uma nova máquina de papel e envolveu também toda a reestruturação da planta, incluindo nova linha de preparo de madeira, novas caldeiras de biomassa e recuperação, sistema de ultrafiltração e unificação de controles, num investimento de R$ 2,2 bilhões
Novas barreiras nos EUA expõem a dependência comercial do setor e mostram que competir melhor exige negociar lá fora e reduzir a “autotaxação” no Brasil.
Com o acordo, o setor ganha previsibilidade tarifária e ambiente institucional mais estruturado para acessar o mercado europeu, em meio à reconfiguração do comércio internacional.