Disponibilidade dos ativos e seu impacto nos resultados

A boa gestão de manutenção impacta diretamente nos custos operacionais

A eficiência operacional na indústria de celulose e papel depende diretamente da confiabilidade e disponibilidade dos ativos produtivos. Com um cenário competitivo cada vez mais acirrado e a exigência por entregas contínuas, a manutenção deixou de ser apenas um centro de custos e passou a ser um fator estratégico de competitividade. Modelos avançados de gestão de manutenção, como o Total Productive Maintenance (TPM), a manutenção preditiva e a manutenção baseada em confiabilidade (RCM), têm sido adotados com sucesso em grandes operações do setor.

O TPM promove o engajamento de operadores na conservação dos ativos, contribuindo para a redução de falhas e perdas. Já a manutenção preditiva utiliza tecnologias como análise de vibração, termografia e sensores inteligentes para antecipar falhas e otimizar intervenções, enquanto o RCM prioriza ações com base em criticidade e impacto no negócio.

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A aplicação combinada desses modelos gera resultados significativos. Grandes empresas do setor têm relatado ganhos expressivos em disponibilidade, redução de paradas não planejadas e aumento da vida útil dos equipamentos.

A boa gestão de manutenção impacta diretamente nos custos operacionais. Reduções de até 30% nos custos de manutenção corretiva e aumentos de produtividade superiores a 10% são comuns em operações que alcançam maturidade em gestão de ativos. Além disso, o planejamento adequado de paradas, a gestão eficiente de peças sobressalentes e a padronização de procedimentos contribuem para o aumento da previsibilidade e redução de perdas.

A confiabilidade operacional é, hoje, um dos principais indicadores de competitividade. Fábricas confiáveis entregam mais, a um menor custo e com menos impacto ambiental. Para isso, é necessário um sistema robusto de gestão de ativos que inclua processos padronizados, tecnologia embarcada, capacitação técnica contínua e cultura de disciplina operacional.

O setor de celulose e papel, com suas operações intensivas e sensíveis a qualquer desvio, encontra na gestão de ativos e na manutenção estruturada importantes alavancas para alcançar a excelência operacional e a sustentabilidade de longo prazo.

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Caio Davanzo
Formado em Administração de Empresas pela Unesp, com MBA em Gestão Empresarial pela FGV e certificado em Finanças pelo Insper, Caio Davanzo é sócio da maior consultoria em gestão brasileira, a Falconi, com mais de uma década conduzindo projetos de melhoria operacional no Brasil e exterior. É diretor responsável pelos segmentos de Bens de Capital, Material de Construção e Papel e Celulose da consultoria.

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