CCT é um método de ensaio normalizado e utilizado para verificar a resistência à compressão do miolo* da chapa de papelão ondulado. (A Norma tem por título: ABNT-NBR 15231/2005 – Determinação da Resistência à Compressão de Coluna quando ondulado em laboratório (CCT).
Uma tira de dimensões: 152 mm por 12,7 mm do papel miolo é ondulada em laboratório, e o ensaio é executado utilizando-se um dispositivo que mantém vertical o corpo de prova que em seguida sofre uma compressão em uma prensa de laboratório. A compressão é feita no sentido transversal do papel, normalmente. (É também conhecido como Teste de Compressão Vertical – Vertical Crush Test).
Associado à resistência das capas e para estas o ensaio utilizado, seja o SCT (método do qual falamos no artigo anterior) e empregando-se a fórmula abaixo, é possível prever a resistência de coluna (ECT) da chapa de papelão ondulado, conforme Handbook by Hakan Markstrom – Lorentzen & Wettre:
ECT = 0,46 (SCT¹ + tCCT + SCT²) + 2.12
- SCT¹ = capa 1
- SCT² = capa 2
- t = take-up-factor
A preferência dos fabricantes, porém, tem sido utilizar o SCT também para o papel miolo. No mesmo handbook citado acima a fórmula indicada é:
ECT = [0,45 (SCT¹ + tSCT(miolo) + SCT²) + 1.73]
Entretanto, ainda se encontra em literatura técnica estudos referentes à primeira fórmula acima. À primeira vista, parece ter alguma razão de ser, já que o miolo estaria, no ensaio, na sua forma (ondulada) orientado como ele se apresenta na chapa de papelão ondulado durante o ensaio ECT. Os pesquisadores, porém, registram alguns inconvenientes que trazem imprecisão para o resultado.
Nosso registro aqui, no entanto, é trazer aos projetistas de embalagens e controles de qualidade das fábricas daqui pesquisas para tirarmos nossas conclusões, especialmente porque nosso método de ensaio para o ECT (que aqui denominamos RC) é muito diferente do método utilizado por pesquisadores e fabricantes de outros países.
A confiabilidade nos resultados dos laboratórios, relacionando-os com os resultados obtidos em chapas de papelão ondulado fabricadas, é bastante importante, pois permite trabalharmos fazendo composições com nossos materiais (papel/cartão), até mesmo mais econômicas senão mais coerentes.
Nosso método para o ensaio de coluna, por exemplo, creio eu, tem resultados suspeitos quanto à precisão, já que o aperto do corpo de prova é um ponto crítico no processo e pode levar a resultados com divergências significativas. Por isso, o corpo de prova, após o ensaio, deve ser examinado pelo laboratorista para avaliar se o ensaio foi válido ou não.
Como as especificações de muitos usuários de embalagens de papelão ondulado têm considerado a Resistência à Compressão da Embalagem (RCE), o problema acima não apresenta grandes dificuldades, a não ser ao projetista da embalagem quando calcula teoricamente a RCE, ou conhecendo antecipadamente a RCE qual a RC (Resistência de Coluna) da chapa de papelão ondulado a ser utilizada na fabricação.
E para saber qual a RC necessária, o projetista costuma utilizar, na teoria, a nossa conhecida fórmula de McKee simplificada:
RCE = C.p0,5.e0,5
onde:
- C = Resistência de Coluna do papelão ondulado kgf/cm
- p = perímetro da caixa em cm
- e = espessura do papelão ondulado em cm
Nota: *Miolo – Elemento ondulado do papelão ondulado; por extensão, chama-se miolo o papel usado para essa finalidade.
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