POR DANYELLA PERISSOTTO* – A produção global de celulose enfrenta uma série de desafios que acompanham a crescente pressão por práticas mais sustentáveis. Garantir a produção de maneira ambientalmente responsável, priorizando o uso de madeira proveniente de fontes renováveis certificadas, como as que seguem os padrões do FSC, e reduzindo as emissões de carbono, tornou-se uma prioridade essencial.
Leia aqui o PDF da Coluna Comissões Técnicas ABTCP – Julho/25 – Revista O Papel
Os impactos provocados pelas mudanças climáticas, associados à emissão de gases de efeito estufa e ao uso de combustíveis fósseis, reforçam a necessidade de adotar tecnologias mais limpas e otimizar o consumo energético. Além disso, fatores como o aumento constante dos custos da madeira e outros insumos, somados à necessidade de sistemas logísticos eficientes e seguros para transporte e armazenamento, podem gerar impactos significativos na rentabilidade do setor.
A crescente adoção de plataformas digitais também pressiona a indústria a diversificar suas aplicações para a celulose, explorando novos segmentos, como materiais biocompósitos e soluções de embalagem sustentável. Por outro lado, além desses desafios já mencionados, o setor precisa lidar com um movimento transformador impulsionado pela digitalização e pela aplicação da inteligência artificial (IA).
Tais inovações prometem maior eficiência e excelência nos processos produtivos, porém demandam investimentos expressivos e capacitação especializada, aumentando a importância de atrair talentos qualificados e retê-los na força de trabalho. Nesse contexto desafiador, entidades como a ABTCP desempenham papel fundamental no suporte ao avanço científico, à sustentabilidade e à inovação na cadeia produtiva.
Com foco em aprimorar a eficiência industrial e a qualidade dos produtos, a ABTCP atua por meio de suas comissões técnicas e atividades de formação. Um destaque é a Comissão Técnica de Celulose, que serve como um importante espaço para discussão e troca de experiências dentro do setor. Sua missão principal é identificar gargalos, propor melhorias e fomentar debates técnicos sobre temas emergentes. As iniciativas conduzidas pela comissão incluem mesas redondas e webinares que fortalecem a disseminação do conhecimento especializado entre os diferentes atores envolvidos.
Esses encontros têm o objetivo de promover soluções práticas para questões cotidianas e aumentar a competitividade da indústria no cenário global. Ao mesmo tempo, proporcionam um canal de diálogo representativo para os vários segmentos da cadeia produtiva, assegurando que diferentes perspectivas sejam valorizadas no processo decisório.
No ano de 2025, a Comissão Técnica de Celulose promoveu a mesa redonda “Sequências modernas de branqueamento” que mostrou o sucesso do upgrade da Linha de Fibras da Suzano, unidade Jacareí-SP, com foco em qualidade e sustentabilidade. Ainda em junho, uma mesa redonda abordou a influência da qualidade da madeira na sujidade da celulose, promovendo discussões relevantes sobre esse tema recorrente nas fábricas do setor.
Já em setembro, será realizado um evento presencial em parceria com a Comissão Técnica de Transformação Digital para debater a aplicação da IA na melhoria de performance na indústria de celulose.
Em resumo, diante das constantes adversidades enfrentadas pelo setor de celulose, a Comissão Técnica de Celulose reafirma-se como um ponto de convergência colaborativa, fortalecendo tanto o progresso sustentável quanto a competitividade no mercado global.
O convite está feito: junte-se a essa comunidade e contribua para que possamos superar desafios e alcançar novas conquistas para o setor.
*POR DANYELLA PERISSOTTO é Coordenadora da Comissão Técnica de Celulose da ABTCP



