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Embalagens de papel como aliadas estratégicas dos clientes

Embalagem não é só consumo; a principal função da embalagem é suportar a vida humana dos 8 bilhões de habitantes da Terra, garantindo sua sobrevivência. Com esse pensamento elucidativo Fabio Mestriner, especialista em design e inteligência de embalagem, autor de livros e e-books sobre embalagem, como “Inovação na Embalagem”, e professor da ESPM e do IMT Mauá, falou sobre “Inteligência de Embalagem” na webinar “Embalagem de Papel, A Escolha Natural”, promovido pela Two Sides, Empapel e Ibá.

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Embalagem é o item industrial mais produzido no mundo e tem potencial para crescer ainda mais, especialmente com o aumento populacional, da expectativa de vida e urbanização. São mais pessoas, com maior renda per capita, vivendo mais tempo nas cidades e consumindo mais bens e serviços, sublinha Mestriner.

Projeções do Núcleo de Estudos da Embalagem da ESPM, em São Paulo, mostraram que no futuro haverá mais embalagens, um mercado projetado pelo IBGE e FGV em torno de R$ 133 bilhões em 2023. O professor ainda destaca que 49% dos produtos gráficos são embalagens, enquanto o segundo colocado (publicações de revistas, jornais, manuais e guias) tem apenas 21%.

“No novo cenário competitivo, a embalagem não pode mais ser utilizada apenas para carregar o produto, ela precisa ajudar o negócio da empresa que necessita da embalagem e não ser mais apenas custo”, diz Mestriner. “Importante a indústria da embalagem se posicionar como aliada estratégica de seus clientes e fazer com que as embalagens que fornece ajudem efetivamente no negócio deles”. Sem esse valor agregado, segue o professor, o único assunto que será tratado com relação às embalagens será o preço.

Tal relação simplificada e empobrecida é um risco. Mestriner entende que sempre haverá algum concorrente disposto a fazer uma embalagem um pouco pior, por um preço um pouco menor. Esse canibalismo não é sustentável, por isso a indústria precisa pensar em ser parceiro estratégico do cliente, oferecer mais.

O equívoco pode estar também no cliente que pensa a embalagem como algo dissociado do seu próprio produto. Isso porque o consumidor final enxerga embalagem e conteúdo como uma coisa só, no final é ele quem vai decidir se a experiência foi boa ou não.

“Em pesquisas com supermercadistas, eles afirmaram que ‘embalagem é tudo, é ela que faz o show nas nossas gôndolas’”, destaca o professor. Mestriner, então, dá quatro pontos de como a embalagem ajuda no negócio do cliente: design competitivo superior ao do concorrente; usar as embalagens como ferramenta de marketing; utilizar as embalagens como elo de conexão com a Internet; e inovação, para obter vantagem competitiva.

“A indústria de embalagens de papel precisa ajudar seus clientes a utilizar todo o potencial de ajuda que as embalagens podem oferecer a seus negócios, assim elas deixarão de ser apenas um insumo de produção para se transformar numa poderosa ferramenta de competitividade tornando o custo menos absoluto na relação”, resume Mestriner.

Há mais argumentos e um deles é poderoso: a sustentabilidade, ressaltando que o papel é o único material de embalagem que provém de fonte renovável. Entretanto, Mestriner garante que só isso não basta: é preciso afirmar os atributos de praticidade, beleza e da possibilidade de valorização da marca e do produto, com ações que façam o consumidor perceber claramente esses atributos.

Com essa diretriz, Mestriner enfatiza que “esse negócio tem futuro”. A cadeia de papel precisa atuar em conjunto para aumentar sua participação no quadro total de produção nacional de embalagens. Potencial há, soluções existem.

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