Paciência e gestão para construir perenidade

Discutir o quão longos são os ciclos de investimento das empresas que formam o segmento de papel e celulose é, sim, chover no molhado. Contudo, isso não significa que não seja importante lembrar os gestores dessas companhias a importância de se ter uma boa gestão, calcada por eficiência, produtividade e
inovação no dia a dia do seu negócio.

Além disso – e isso não faz mal a ninguém –, um pouco de paciência pode cair bem para as corporações desse tão importante setor da economia brasileira. Digo isso, porque as expectativas para 2024 são cercadas de dúvidas, formando um contexto ainda mais complexo do que o encarado nos últimos anos.

Apesar de capitalizadas, principalmente pelos anos de pandemia, que alavancaram os números dessas empresas a recordes de produção e vendas, o setor espera passar por um novo momento: com a
chegada de novas – e poderosíssimas – plantas no mercado brasileiro e latino-americano, o setor passará por um momento de superoferta, lastreada pela entrada dessas novas unidades em plena produção.

Com essas unidades entrando em ramp-up e um processo de substituição de embalagens de plástico por papel ganhando cada vez mais força em um contexto nacional e global, o risco dessa história será jogar o preço do papel para baixo, causado pelo excesso de oferta de matéria-prima e alta competição no mercado. Um cenário completamente desafiador – e que estará no topo da lista de prioridades dos gestores dessas empresas. Afinal, esses altíssimos investimentos precisam se pagar.

Neste complicado contexto, o jogo da eficiência ganha ainda mais força. Sem uma boa gestão e um bom plano para atravessar os próximos anos, as dificuldades podem aumentar e a busca por melhores margens pode se tornar um grande problema para essas companhias.

Olhar para o tema é providencial ao longo do próximo ano; principalmente, porque economistas já vislumbram um cenário de mais calmaria para 2024, em um contexto macroeconômico global mais ajustado, com economias como Estados Unidos e China entrando em patamares mais saudáveis.

Ou seja, não se pautar pela boa gestão em 2024 é correr riscos – e há caminhos para o ano, que está prestes a começar, mais suaves e de bons resultados.

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André Chaves
Formado em Administração com ênfase em Comércio Exterior pela Faculdade de Ciências Gerenciais da UNA/BH; participou de programas de Educação Executiva em Wharton – University of Pennsylvania, nos EUA. Na Falconi, há mais de 20 anos, atuou em diversos setores da economia em instituições públicas e privadas, além de acumular ampla experiência internacional. Hoje, é diretor da unidade de negócios para soluções de indústria de base, infraestrutura e construção civil.

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