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Setor de embalagens de papel e papelão ondulado revisa projeção de crescimento para 2,8% em 2024

O embaixador José Carlos da Fonseca Junior, presidente da Empapel, destaca o crescimento do setor de embalagens de papel e papelão ondulado em cenário econômico favorável

Desde o início da pandemia, o setor de embalagens em papel e papelão ondulado vem crescendo de forma significativa. Dentre os principais fatores desse desempenho positivo, destacam-se a resiliência do setor no fornecimento de embalagens para bens não duráveis, o crescimento do e-commerce e a crescente opção, por parte do consumidor, por embalagens mais sustentáveis.

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Após dois meses de números robustos de expedições neste ano, o setor elevou as estimativas de crescimento em 2024. A nova projeção de crescimento, calculada pela FGV/Ibre, é de 2,8%, em cenário moderado. A mais recente prévia dos indicadores da Empapel sinaliza que o Índice Brasileiro de Papelão Ondulado (IBPO) avançou 0,8% em março de 2024, em comparação com o mesmo mês de 2023. Em janeiro de 2024, em relação a janeiro de 2023, a alta foi de 5,3%; e entre os meses de dezembro de 2023 e dezembro de 2024 houve alta de 4,1%. Os dados são da FGV (Fundação Getúlio Vargas) e do IBRE (Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getúlio Vargas).

O ano de 2023 encerrou com 4.026.317 toneladas de expedição, alta de 0,7% em relação a 2022, enquanto, para 2024, os 2,8% de crescimento projetados equivalem a 4.139.292 toneladas. Neste mesmo cenário moderado, o resultado por dia útil previsto para o corrente ano é de 13.616 toneladas, 2,1% superior a 2023 (13.332 toneladas). Vale notar que 2024 tem menos feriados que o ano anterior, com dois dias úteis a mais.

Considerando a mesma produção em metros quadrados (m²), a expedição projetada pela FGV/IBRE para 2024 é de 8.052.567 mil m², alta de 2,9% em relação a 2023, também no cenário moderado. Por dia útil, a alta deve ser de 2,2%, igualmente no cenário moderado, passando de 25.908 mil m² para 26.489 mil m².

Setores importantes na demanda por embalagens para bens não duráveis, como alimentos, carnes e frutas, foram os que mais impactaram no crescimento do IBPO até aqui. Destaque também para o crescimento de soluções em papel sackraft destinado ao segmento de flexíveis, com envelopes para atender à crescente demanda, por exemplo, no setor de vestuários, com embalagens recicláveis, biodegradáveis e compostáveis.

Ainda no segmento das embalagens flexíveis, espera-se, no Brasil, crescimento de 3% a 4% ao ano até 2030, considerando não somente e-commerce, mas também os demais usos dessas embalagens, inclusive delivery de alimentos e construção civil. Além do crescimento orgânico projetado para esses segmentos, é esperado que estes produtos também ganhem marketshare de embalagens que hoje são feitas em plástico.

O cenário econômico e macroeconômico tem ajudado. O Banco Central reduziu a taxa básica de juros do Brasil; a Selic em março de 2024 está em 10,75%, ante 13,75% em junho no ano anterior. Apesar dessas reduções, a Selic segue alta e pressionando o setor produtivo e os custos para empréstimos. E o ambiente global anda apreensivo com os rumos das duas maiores economias do mundo, os EUA e a China, que enfrentam momentos delicados e diretamente impactam o crescimento no Brasil, além do cenário de crises e conflitos que desestabilizam o sistema internacional.

Para o PIB, o Boletim Focus do Banco Central, divulgado semanalmente, a mediana das projeções passou de 1,90% para 1,95% de crescimento do Brasil no final de abril de 2024, com mais 2% em cada um dos próximos três anos (2025, 2026 e 2027). Ou seja, caso o cenário moderado para o setor de embalagens de papel e papelão ondulado projetado pela FGV/IBRE se confirme para 2024, com mais 2,8%, haverá uma expansão de cerca de 1 p.p. acima do PIB nacional, indo ao encontro com o crescimento histórico do setor.

Para a inflação, o Boletim indica alta de 3,75% ao final de 2024, dentro da meta estipulada, que é de 3%, com tolerância de 1,5% para mais ou para menos. A inflação para 2025 está prevista a 3,51%. Naturalmente, os sinais de vulnerabilidade na dimensão fiscal, como visto na revisão dos números na LDO, são motivo de preocupação.

O Brasil hoje é o sétimo maior produtor mundial de papelão ondulado, tendo espaço para subir mais posições no ranking. Há possibilidade ainda de um crescimento maior, como mostram as projeções e cenários, considerando uma melhora na renda e no consumo das famílias.

Mesmo pressupondo incertezas que persistam na sustentabilidade de dimensão fiscal, a realidade atual é que há sinais positivos de crescimento da atividade. Com a inflação sob controle e juros em declínio, o que, juntamente com boa performance do mercado de trabalho, permitem expectativas positivas para os consumidores e seu poder de compra. Para o setor de embalagens de papel e papelão ondulado, particularmente no tocante aos bens não duráveis, essas são sinalizações promissoras, que nos permitem ter confiança no futuro.

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