Embalagens tipo Bandeja (II)

Retornamos ao assunto, objeto de nosso artigo anterior, para acrescentar algumas outras informações quanto ao uso das embalagens tipo BANDEJAS, considerando, especialmente, as recomendações FEFCO – em tradução livre: Federação Europeia de Fabricantes de Papelão Ondulado.

Já registramos que este tipo de embalagem bandeja vem, há tempos, sendo utilizado no seguimento hortifrutícola, especialmente para frutas, e isso é uma prática já difundida em muitos países. Isso porque esse tipo de embalagem preenche, satisfatoriamente, uma série de requisitos que propiciam uma adequação perfeita às situações encontradas em seu ciclo de distribuição: na utilização pelos produtores desde o momento da colheita, preparação da embalagem, posicionamento do produto, manuseio, paletização, adequação dimensional às condições de transporte, carga e descarga. E é um excelente expositor nas áreas de venda no final do ciclo.

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A “novidade”, por não ser prática aqui, é ter a FEFCO criado um selo (uma certificação) que indica o peso máximo(1), que a embalagem deve transportar, e usa um critério para indicar a distância(2), que esses produtos frescos e perecíveis podem ser transportados com segurança pela embalagem.

(1) Quanto ao peso que a embalagem deve suportar, aqueles fornecedores que seguem os critérios recomendados no Manual Hortifrutícola da Empapel encontram segurança de que o desempenho da embalagem, objetivado pelos projetistas, será alcançado.

(2) Quanto à distância, registramos a classificação que aparece, em destaque no selo:

• CLASSE L – para exportação a longas distâncias, por exemplo: da Espanha à Russia.
• CLASSE E – para exportação a distâncias menores, por exemplo: da Itália à Alemanha.
• CLASSE D – para transporte doméstico (dentro do país)

O selo a sigla CFQ (Common Footprint Quality Standard), impressa, identifica que a embalagem segue critérios especificados pela FEFCO; o não cumprimento pode gerar punições – proibição para o uso do selo.

Embora não utilizando critérios, como os acima, relativos às distâncias entre produtores e destino final, no ciclo de distribuição dos produtos, o Manual Hortifrutícola da Empapel traz uma série de recomendações que, podemos dizer, segue a linha FEFCO quanto à especificação para a embalagem. Não há, porém, um sistema, digamos assim, sob controle da Empapel quanto à observância pelos fornecedores às recomendações(3) expressas no Manual.

(3) Vale ressaltar que a RCE (Resistência à Compressão da Embalagem de Papelão Ondulado) é o critério mais utilizado pelo projetista da embalagem e é calculada levando em consideração uma série de fatores que a embalagem vai enfrentar em seu ciclo de distribuição; um desses critérios é o tempo previsto para a embalagem chegar ao consumidor final.

Outros fatores são previstos e, juntamente com o fator tempo, criam condições para se estabelecer um *FS (Fator de Segurança) a ser multiplicado pelo “peso bruto” das embalagens sobrepostas à primeira embalagem da superfície do palete. E, na maioria das situações, se ensaios de laboratório forem executados pelo projetista, ele condicionará a embalagem nas condições da UR (Umidade Relativa) máxima que a embalagem encontrará em seu ciclo de distribuição, condição essa que já foi considerada quando do estabelecimento do Fator de Segurança.

*FS – A Nota Técnica GT-1/5 Especificações do Papelão Ondulado da Empapel traz indicações para se definir o FS considerando as condições do ciclo de distribuição da embalagem.

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Juarez Pereira
Técnico em Embalagem

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