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Para além da produtividade: a indústria que protege o meio ambiente

Para além de plantar, colher e replantar 1,8 milhões de árvores por dia em 9,9 milhões de hectares de
área produtiva, o setor de árvores cultivadas também conserva, em todo País, impressionantes 6,73
milhões de hectares de mata nativa – uma dimensão que excede a extensão do estado do Rio de Janeiro.
As áreas de conservação estão distribuídas em cinco biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal.

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Essas áreas foram criadas dentro de diferentes modalidades previstas na lei que estabelece o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC). Em 2022, eram 4,75 milhões de hectares em Reservas Legais (RL), 1,89 milhão em Áreas de Preservação Permanente (APP), e 100 mil hectares em Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) mantidos pelo setor.

Falar dos diferentes tipos de Unidade de Conservação de áreas nativas não é mera burocracia. Esses regulamentos garantem, com suas especificidades, que empresas e proprietários rurais promovam a manutenção da biodiversidade e o equilíbrio dos ecossistemas, contribuindo com um melhor futuro para o planeta.

O Código Florestal prevê que todo imóvel rural mantenha, obrigatoriamente, uma área com cobertura de vegetação nativa. Essas são as chamadas Reservas Legais, que têm como objetivo assegurar o uso econômico, de modo sustentável, dos recursos naturais. A porcentagem da propriedade destinada à RL varia conforme o tipo de vegetação e a localização geográfica. Já as Áreas de Preservação Permanente, também previstas no Código Florestal, são determinadas faixas de vegetação em torno dos cursos d’água – lagoas, nascentes, topos de morros, encostas, restingas, bordas de tabuleiros e altitudes superiores a 1.800 metros – que devem ser obrigatoriamente mantidas pelo proprietário da terra.

Por fim, as RPPNs são unidades de conservação de domínio privado, criadas de forma voluntária pelas empresas ou proprietários rurais – ou seja, são iniciativas que vão além das obrigações legais. Elas têm como principal objetivo a preservação da diversidade biológica, mas também são permitidas ali atividades recreativas, turísticas e de educação e pesquisa. A importância socioambiental desse instrumento é
celebrada no dia 31 de janeiro, o Dia Nacional das Reservas Particulares do Patrimônio Natural.

As áreas com RPPNs sob responsabilidade direta ou indireta do setor de árvores cultivadas dobrou nos últimos anos: em 2020, havia apenas 50 mil hectares de áreas conservadas nesse modelo; em 2022, foram mais de 100 mil hectares. Para dar a dimensão de nossa contribuição, vale destacar que o Brasil conta com 800 mil hectares de RPPNs no geral, dos quais cerca de 12,5% estão sob responsabilidade da indústria de base florestal.

Um exemplo de RPPN sob responsabilidade do setor é o Complexo Serra da Farofa, mantido pela Klabin. São 5 mil hectares de Mata Atlântica localizados em Santa Catarina, que abrigam araucárias e campos de altitude, além das nascentes dos rios Canoas e Caveiras, essenciais para o abastecimento dos municípios de Painel e Lages.

Outro bom exemplo é a RPPN Estação Veracel, maior reserva privada de Mata Atlântica do Nordeste brasileiro. São 6 mil hectares de cobertura florestal, em meio à qual está a nascente do Rio Mutari. Em 1999, a RPPN foi reconhecida pela Unesco como parte dos sítios de Patrimônio Mundial Natural, que contemplam áreas consideradas excepcionais do ponto de vista da diversidade biológica e paisagem.

Há, ainda, a RPPN Ecofuturo no interior do Parque das Neblinas, reserva ambiental da Suzano, com área de 518 hectares. O Parque das Neblinas, também sob responsabilidade da Suzano, possui cerca de 7 mil hectares e desempenha um importante papel na conservação da bacia do Rio Itatinga e do maior contínuo de Mata Atlântica do País: o Parque Estadual da Serra do Mar e a Serra de Paranapiacaba.

Vale mencionar também a RPPN Lontra, localizada entre os municípios baianos de Entre Rios e Itanagra, mantida pela Bracell. Classificada como uma floresta ombrófila densa, a RPPN Lontra possui vegetação perene, com árvores atingindo até 40 metros de altura. Em 2019, recebeu o título de Posto Avançado da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, o que atesta sua relevância para a pesquisa científica e promoção do desenvolvimento sustentável regional.

Essas unidades de conservação são exemplos de como a indústria de árvores cultivadas promove a conectividade da paisagem, fornece abrigo para a fauna e a flora, preservando os serviços ambientais. O chamado plantio em mosaico, técnica de manejo florestal sustentável que intercala as áreas produtivas com as de preservação, é fundamental para promover o equilíbrio dos ecossistemas, favorecendo a conservação do solo, dos recursos hídricos e da biodiversidade.

A mata protegida remove e estoca gás carbônico da atmosfera em sua biomassa – algo que também ocorre, diga-se de passagem, nas áreas de plantio produtivo. São 1,82 bilhão de toneladas de dióxido de carbono equivalentes estocados (CO2eq) nas áreas de cultivo, e 2,98 bilhões de toneladas nas florestas naturais. Esse aspecto torna-se especialmente importante em uma época em que as mudanças climáticas ocupam posição prioritária na agenda internacional e para o futuro do planeta.

Estamos também falando da proteção de milhares de espécies de fauna e flora que vivem nesses ambientes. Em 2022, foram registradas 8,3 mil espécies em áreas pertencentes ao setor de árvores cultivadas, das quais 335 foram consideradas como ameaçadas de extinção em algum grau pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade). São 2.860 espécies de animais, entre aves, mamíferos, anfíbios e répteis, além de 5.450 tipos de plantas.

Os números comprovam como a preocupação e o cuidado com o meio ambiente e as pessoas dentro do setor é primaz e crescente. Ano a ano, reforçamos nosso compromisso com o bem-estar da natureza e o uso racional da terra, enquanto fornecemos soluções sustentáveis e biodegradáveis a um mundo cada vez mais engajado com a economia verde e a luta pelo clima. A indústria de árvores cultivadas, enquanto amplia sua relevância na economia nacional, toma a dianteira na construção de um futuro mais verde e próspero.

Confira Relatório Anual da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá)

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