Os três primeiros meses de 2026 presenciaram queda do preço em dólar norte-americano da tonelada de celulose de fibra longa (NBSKP) na China e sua elevação na Europa e nos EUA, conforme se observa no Gráfico 1, considerando as cotações da Natural Resources Canada (NRC). Esta tendência de queda da cotação da NBSKP na China persistiu em abril, segundo o Governo da British Columbia (ver Tabela 2), tendo sua cotação aumentado na Europa no mesmo mês, segundo a Norexeco (ver Tabela 3).
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A cotação em dólar norte-americano da tonelada de celulose de fibra curta tanto a BHKP quanto a BEK tem tendência, nos cinco primeiros meses de 2026, a subir na Europa e no Brasil (que adota o preço europeu como preço lista).
O preço do papel imprensa nos EUA permaneceu estável em abril frente a sua cotação de março, após ter tido alta em janeiro (frente a dezembro do ano passado) e em março (frente a fevereiro). Na China, o preço em dólar norte-americano do papelão tem flutuado mês a mês nos cinco primeiros meses de 2026, mas com tendência de baixa frente a sua cotação de dezembro de 2025 (quando foi de US$ 457 por tonelada) atingindo US$ 401 por tonelada na primeira semana de maio de 2025.
No Brasil, a maioria dos preços em reais dos papéis de embalagem tanto da linha branca quanto da linha parda, nas vendas da grande indústria a grandes compradores, permaneceu com preços estáveis nos primeiros cinco meses de 2026, exceto, por exemplo, a queda do preço médio da tonelada de papel miolo em maio corrente. Isso surge, no entanto, da ampliação do diferencial de preços entre os ofertantes do produto, conforme será exposto avante.
O preço em reais da tonelada de papel off-set, nas vendas da grande indústria a grandes compradores, elevou-se ligeiramente em março do corrente ano, passando de R$ 7.085,50 por tonelada em fevereiro para R$ 7.100,00 por tonelada em março, permanecendo neste patamar em abril e maio. Essa informação foi atualizada na Tabela 8.
No entanto, o preço médio nas vendas deste tipo de papel, mas cortado em folhas, das distribuidoras para pequenas gráficas e copiadoras da região de Campinas (ver Tabela 10), caiu em abril frente a sua cotação de março, não se alterando em maio. Isto se deveu, principalmente, à redução do preço mínimo deste produto, favorecido pela valorização cambial, a qual torna o produto importado mais barato em relação ao preço que vigorava antes.
O mercado paulista de aparas presenciou em começo de maio, frente a começo de abril (ambos se referindo a 2026), estabilidade para os preços médios em reais da maioria das aparas pesquisadas (ver Tabela 12), exceto a pequena queda do preço médio das aparas marrons do tipo 2 e a alta do preço médio das aparas de cartolina do tipo 2.
O mercado canadense de madeiras mecanicamente processadas presenciou em abril, frente a março (ambos referentes a 2026), alta do preço médio em dólar norte-americano do metro cúbico de compensado e quedas dos preços médios do metro cúbico de chapas de OSB e das pranchas de spruce, pinus e fir (SPF). Continua a ocorrer, neste mercado, mudanças mensais nos preços relativos desses produtos.



