Mais um ano que se encerra e, com ele, é tempo de fazer o costumeiro balanço. No meu caso, posso colocar no saldo positivo a grande satisfação de assumir, em 2023, a Presidência Executiva da Associação Brasileira de Embalagens em Papel (Empapel). O setor de embalagens de papel reflete a intensidade da performance da economia.
E foi acompanhando os índices da antiga Associação Brasileira do Papelão Ondulado (ABPO), que antecedeu à criação da Empapel, que aprendi a força e a importância desses números da expedição de embalagens de papelão ondulado como indicador no ritmo da economia. De igual modo, as embalagens de papel são a sinalização do avanço de economia circular, como etapa do processo de descarbonização.
Tenho orgulho de afirmar que a Empapel representa o lado certo dos desafios do momento atual e nossas empresas entregam bioprodutos que têm origem renovável, são biodegradáveis, recicláveis e compostáveis. Estamos, portanto, na equação correta do clima e apoiando os desafios da biodiversidade.
A pandemia, apesar de todas as dificuldades e dores que gerou, também evidenciou como o potencial do setor era imenso e como as possibilidades de inovações e novas tecnologias podem expandir ainda mais os horizontes para as embalagens.
Somos referência em embalagens de papel e papelão ondulado e precisamos mostrar isso para o mundo. Minha chegada à presidência da Empapel visa também a aumentar ainda mais a representatividade do setor e fazer decolar o protagonismo das embalagens de papel.
As perspectivas são muito promissoras para o setor de embalagens de papel. A ideia desse ciclo novo da Empapel é justamente promover esse salto, no sentido de ser mais visível e mais vocal, para melhor dialogar com o consumidor, com a sociedade, com os reguladores e os legisladores, além de mostrar os atributos sustentáveis, que configuram diferencial importante dos nossos bioprodutos.
De fato, a abrangência desse trabalho também pode avançar sobre outras dimensões. Nossa intenção é mostrar isso no Brasil e no exterior. Temos muito a ganhar também com a expansão de nossa interlocução com entidades congêneres da Empapel, mundo afora.
Nesse aspecto, espero que a longa experiência como diplomata, enriqueça essa minha nova jornada no setor privado. Ultrapassar novas fronteiras e ampliar os horizontes da Empapel é desafio para poder prestar serviços cada vez com mais qualidade para nossos associados. A ideia é mostrar mais “a nossa cara” em eventos ao redor do planeta e apresentar o que a Empapel faz por aqui, promovendo produtos de maior valor agregado e destacando a excelência inovadora do Brasil no setor. Além disso, precisamos, também, acessar mais mercados na nossa vizinhança regional.
O Brasil já é referência na área de embalagens em papel e papelão ondulado, o que haverá de alavancar nossa fase de maior protagonismo. Precisamos fazer valer esse perfil de referência. Afinal, o próprio consumidor, sua majestade o cliente, está pedindo embalagens com esses atributos de sustentabilidade que o papel apresenta. É uma tendência que se observa mundo afora e não só no Brasil, embora por aqui esse sentimento seja
muito forte.
As empresas associadas à Empapel e nossos milhares de colaboradores apostam num futuro cada vez mais dinâmico e promissor. Precisamos estar a cada dia mais alinhados com a natureza e com o futuro. Esse é o nosso papel.



