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Aparas marrons impulsionam crescimento do comércio

As aparas marrons mantiveram preços estáveis em outubro deste ano com relação a setembro e agosto de 2023, como consequência de uma pequena melhora na sua demanda

O desempenho do volume de vendas no comércio brasileiro continuou apresentando melhoras. Conforme divulgado pelo IBGE, no comparativo setembro de 2023 contra igual mês de 2022, foi registrado um crescimento médio de 3,3%. Para as aparas, os registros vão em sentido diferente. Os supermercados geradores de aparas marrons apresentam um incremento de 7,5% em seu volume de vendas, e, podemos estimar, seja o mesmo crescimento na disponibilidade de aparas de caixas de papelão para reciclagem. Mas com relação às aparas brancas, o desempenho do setor de livros, jornais, revistas e papelarias vem há alguns meses apresentando um desempenho sofrível e, no comparativo do período acima, apresentou uma queda de 18,3% em seu volume de vendas.

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A queda na geração de aparas brancas é observada pelos aparistas, contudo, não vem sendo suficiente para manter os preços do material, já que a redução no preço da celulose permitiu aos fabricantes de papel fazerem a troca de matéria-prima com facilidade. Na verdade, o que observamos é que a substituição de material está ocorrendo de forma constante, todavia, em velocidade variável em função dos valores da celulose acompanharem o mercado internacional que nem sempre anda em sintonia com o mercado interno.

As expectativas dos agentes financeiros é que o PIB nacional fechará o ano com um crescimento de 3,0%, mas, em que pese a maior demanda das famílias brasileiras, o bom desempenho do PIB está concentrado nas exportações de commodities, como o petróleo e o minério de ferro que pouco impactam no consumo de embalagens.

No acumulado dos nove primeiros meses de 2023 frente igual período de 2022, o volume de vendas no varejo brasileiro está crescendo 1,8% e, por estados, temos agora, apenas cinco no campo negativo e, entre eles, nenhum grande gerador de aparas já que o Rio de Janeiro passou a apresentar um crescimento de 0,7% no seu desempenho, sendo o último grande gerador a deixar de apresentar redução no volume.

Como já dissemos, o IBGE divulga os dados com bastante atraso e é provável que até o final do ano os estados melhorem seu desempenho, até porque estamos observando um crescimento no consumo das famílias impulsionado pela queda no nível do desemprego e pelos programas governamentais que estimulam o consumo.

As aparas marrons mantiveram preços estáveis em outubro deste ano com relação a setembro e agosto de 2023, como consequência de uma pequena melhora na sua demanda e, principalmente, em função do aumento no custo da coleta e, também, por uma melhora na demanda por caixas de papelão que, conforme dados da Empapel, cresceu 2,7% em outubro com relação a igual mês de 2022.

Em outubro passado, o ondulado I foi comercializado por, em média, R$ 662,53, e o ondulado II por R$ 558,16 a tonelada fob depósito, com redução de 0,9% e 0,5% respectivamente, sendo que os comentários que fizemos na coluna anterior continuam válidos, ou seja, a pequena melhora na demanda está permitindo alguma redução nos estoques, mas deixa toda a atenção para o próximo ano que, infelizmente, não está sendo visto com muito otimismo.

Leia a Coluna Anguti na íntegra no PDF.

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