Na última coluna Estratégia e Gestão, eu apresentei um panorama resumido das Exportações Brasileiras de Papel. Neste mês, estou dando sequência com uma síntese da configuração das Exportações de Celulose. Para facilitar a comparação, utilizei o mesmo período de análise: dados a partir de 2021.
ACESSE AQUI O PDF DA COLUNA ESTRATÉGIA & GESTÃO – EDIÇÃO JULHO/25 – REVISTA O PAPEL
Vamos iniciar pelo exame de valores e quantidades. A Figura 1 mostra que a evolução das exportações foi positiva para o Brasil. Em termos nominais, o valor das exportações cresceu 144% desde jan/2021. Já em se tratando de volume exportado, o aumento foi de 71%, no mesmo período.

Na Figura 2 está resumida a evolução do preço médio da celulose remetida ao exterior. O crescimento do preço médio foi da ordem de 42%, em termos nominais, entre maio/2025 e jan/2021. Fácil notar, nas duas figuras, uma grande volatilidade dos embarques a cada mês tanto em termos de valor como em quantidade. Interessante destacar também o pico de preço médio ocorrido na metade de 2024, mas corrigido pela dinâmica de mercado para o patamar atual. Na prática, o preço médio mais recente, depois de corrigido pelo mercado, é similar ao registrado em out/2021, ou seja, crescimento nominal zero.
Olhando agora a composição das exportações, a Figura 3 mostra que praticamente toda a celulose exportada pelo País é composta por Pasta Química, independente dos elementos químicos empregados ou finalidade de uso (no total, a Receita Federal considera seis diferentes classes de celulose).

Ainda no tocante ao mercado de destino, a Figura 4 escancara a elevada dependência das exportações brasileiras com a China. Importante destacar que, apesar de ser o maior mercado, é o que paga o menor preço. Estados Unidos, Itália e Holanda somam praticamente 30% do mercado exportador brasileiro. Considerando os últimos anos, o Brasil exportou celulose para 91 diferentes países.
Como quase todos os principais destinos das exportações brasileiras de celulose estão fora da América do Sul, o meio de transporte mais empregado acaba sendo o marítimo (ver Figura 5). Além disso, praticamente três portos concentram 80% do volume de celulose exportado, como mostra a Figura 6. O destaque aqui são os portos de Santos e Vitória, embora ao todo 25 zonas alfandegadas tenham enviado celulose para o exterior no período avaliado.



